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Campo Grande, Domingo, 20 de Outubro de 2019

21/03/2019 18:20

Otimista, comércio prevê faturamento 20% maior na Páscoa deste ano

Pesquisa da Fecomércio aponta possibilidade de movimentação de R$ 138,32 milhões, com média de gasto de R$ 91,92 no Estado com presentes para a data

Humberto Marques
Loja da Capital já exibe estoque de ovos de Páscoa; comércio aposta em vendas até 20% maiores neste ano. (Foto: Paulo Francis)Loja da Capital já exibe estoque de ovos de Páscoa; comércio aposta em vendas até 20% maiores neste ano. (Foto: Paulo Francis)

Pesquisa do IPF (Instituto de Pesquisas da Fecomércio, a Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul) mostra otimismo do comércio estadual com a Páscoa deste ano. Conforme o levantamento, a estimativa é de que os sul-mato-grossenses gastarão até R$ 138,32 milhões nas celebrações deste ano, um aumento de 20,71% na comparação com a movimentação do ano passado.

Conforme os dados, 83% dos consumidores esperam comprar algum presente de chocolate –como ovos de Páscoa, caixas de bombons ou barras–, gastando em média R$ 91,92. A expectativa de despesa média, porém, varia: em Bonito, onde 94% dos entrevistados admitiram presentear na data, o valor per capita chegou a R$ 113,19.

Já em Campo Grande, onde 81,88% dos participantes da pesquisa disseram comprar presentes na Páscoa, o valor médio é de R$ 80,62.

Edison Araújo, presidente do IPF-MS, lista alguns fatores para justificar o otimismo dos comerciantes. “Ao longo dos meses, percebemos uma melhora na intenção de consumo das famílias, o aumento do índice de confiança do empresário e a evolução do saldo de emprego, além da melhora das perspectivas do cenário político que, juntos, colaboram para a melhoria da economia”, pontuou.

Gastos com chocolate em 7 municípios de MS. (Imagem: IPF-MS)Gastos com chocolate em 7 municípios de MS. (Imagem: IPF-MS)
Despesas com festividades em municípios do Estado. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)Despesas com festividades em municípios do Estado. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)

Partilha – Dos R$ 138,32 milhões esperados pelo comércio, 55,08%, ou R$ 76,18 milhões, vão para a compra de presentes pascoais. Os 44,92% restantes (R$ 62,14 milhões) vão para as comemorações, o que incluem as refeições a serem produzidas.

No Estado, a maioria dos entrevistados pretende dar apenas um presente (31,16%). Serão adquiridos dois presentes por 27,85% dos entrevistados, e três por 18,62%. Os filhos serão os maiores beneficiados, sendo escolhidos por 29,1% dos entrevistados como ganhadores de presentes – mãe (14,1%), namorado ou namorada (13,6%) e sobrinhos (8,5%) também estão entre os mais lembrados.

O ovo de Páscoa segue como o presente mais lembrado para a data, embora tenha perdido compradores na comparação com 2018: 43,7% dos entrevistados decidiram adquirir um produto do tipo neste ano, contra 61,4% do ano passado.

A esses percentuais devem ser somadas, ainda, as compras de ovos caseiros, que prometem ser maiores: 12,6% esperam adquirir um doce do tipo neste ano, contra 6,1% no ano passado.

Preferências para presente na Páscoa. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)Preferências para presente na Páscoa. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)

Em segundo lugar na preferência estão as caixas de bombons (21,6%), enquanto 8,9% preferem barras de chocolate. Há, ainda, 6,3% de indecisos e 2,4% que optam por alternativas para presentear na Páscoa.

Onde comprar, como pagar –As pretensões de gastos variam: 9,8% dos sul-mato-grossenses esperam gastar até R$ 25 na Páscoa; enquanto 29,4% preveem despesas de R$ 26 a R$ 50. Para 8,9%, a intenção de compras está entre R$ 51 e R$ 75; enquanto 24,5% admitem gastar de R$ 76 a R$ 100 e 12,9% de R$ 1010 a R$ 150.

A promessa dos consumidores é, em relação à compra, considerar o tipo do produto (qualidade, design e diferencial, 3484%), preço (27,24%), propaganda (20,73%) e o atendimento (14,12%). Curiosamente, o peso do local de venda foi de apenas 2,79%. A preferência de compras está nos supermercados (43,9%) e nas lojas dos centros (36,7%). Outros 9,5% esperam comprar nos bairros, e 3,6% admite buscar os doces no Paraguai. Apenas 0,4% consideram fazer as compras para a data na internet.

Quanto a forma de pagamento, a grande maioria aparenta não der dúvidas: 84,2% dos entrevistados dizem que pagarão pelo chocolate em dinheiro, ante 6,8% com cartão de débito e 5,7% no crédito –sendo que 2,7% esperam parcelar as compras.

Produtos que tendem a ser os mais consumidos. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)Produtos que tendem a ser os mais consumidos. (Imagem: IPF-MS/Divulgação)
Pescados que tendem a ser os mais procurados em MS. (Foto: IPF-MS/Divulgação)Pescados que tendem a ser os mais procurados em MS. (Foto: IPF-MS/Divulgação)

Festa – Já a celebração da Páscoa, 35,1% dos entrevistados disseram preparar alimentação em casa, enquanto 26,4% vão se alimentar na casa de amigos ou familiares. O consumo de bebidas foi destacado por outros 33,1% dos entrevistados.

Seguindo a tradição, o peixe será o produto mais comprado, estando na mesa de 33,86% dos entrevistados –refrigerantes (12,79%) e carne para churrasco (10,45%) aparecem na sequência. Entre o pescado, a preferência são para o pintado (30,96%), o pacu (27,6%) e a tilápia (16,95%). O bacalhau é o favorito de 9,58% dos entrevistados.

Os gastos com a ceia prometem ser mais contidos, com 31,48% esperando gastar de R$ 26 a R$ 50, e 25,91% de R$ 76 a R$ 100.

Municípios – A economista Daniela Dias, da Fecomércio-MS, afirma que, com exceção de Corumbá e Ladário (onde houve redução de 0,92% da movimentação financeira) e Ponta Porã (queda de 2,95%), os demais municípios pesquisados esperam aumento na movimentação financeira na Páscoa. Em Dourados, a previsão é de alta de 29,75% nas vendas.

“Mesmo naquelas cidades onde as expectativas são menos positivas, os percentuais de queda são discretos e podem ser revertidos a partir de estratégias comerciais para a atratividade de clientes e de estímulos a comemorações”, ponderou ela.

Bonito, com R$ 113,19, e Dourados, com R$ 106,68, aparecem com os maiores gastos médios para presentes pessoais. Já a celebração promete movimentar a economia de Corumbá e Ladário (com despesa per capita de R$ 110,02).

A pesquisa da IPF-MS foi executada pela Ótima Consultoria em parceria com o Sebrae-MS (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul). Foram ouvidas 1.475 pessoas entre 21 de fevereiro e 11 de março. A margem de erro varia de 5% a 7%, com um intervalo de confiança de 95%.

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