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Campo Grande, Sábado, 21 de Outubro de 2017

23/06/2014 17:31

Para ambulantes, sucesso da seleção também significa mais vendas

Caroline Maldonado e Mariana Lopes
Para ambulantes, sucesso da seleção também significa mais vendas
Dono do estacionamento aproveitou para vender artigos alusivos a Copa (Foto: Cleber Gellio)Dono do estacionamento aproveitou para vender artigos alusivos a Copa (Foto: Cleber Gellio)
Ambulantes reclamam da fiscalização que impede a permanência entre os torcedores (Foto: Cleber Gelio)Ambulantes reclamam da fiscalização que impede a permanência entre os torcedores (Foto: Cleber Gelio)

Ambulantes que lucram com a venda de bebidas e alimentos durante o jogo entre Brasil e Camarões, na Vila Brasil, nos altos da avenida Afonso Pena, têm um motivo a mais para torcer pela vitória da seleção brasileira. Com aproximadamente três mil pessoas circulando pelo local, o lucro é garantido, resta saber se haverão outras oportunidades, o que dependente da permanência da seleção na disputa.

A vendedora de bebidas, Jéssica Belarmino da Silva Alves, 23 anos, conta que não terá prejuízo hoje, porque o movimento está bom, mas se o Brasil não continuar no mundial pelo menos até as finais, o planejamento que ela fez “vai por água a baixo”.

“Eu quero vender refrigerante e cerveja em todos os jogos, pois assim vou consegui um dinheiro extra para montar um salão de beleza. Então se o Brasil não ganhar não vou ter prejuízo hoje, mas não vou conseguir cumprir o que estou planejando”, explica a vendedora.

O arrendatário de um estacionamento em frente a Vila Brasil, Carlos Amorim, 39 anos, também quis ter lucro extra e comprou artigos alusivos a Copa. “O investimento que eu fiz já foi pago, agora o que vier é lucro”, comemora.

Se não conseguir vender tudo ou não tiver outros jogos Carlos já sabe o que fazer. “O importante é ter criatividade para aproveitar os produtos. Se o Brasil perder antes do final da Copa o que eu comprei eu vou vender para festas a fantasia ou no carnaval do próximo ano”, explica.

A ambulante Mari Jacques, 47 anos, conta que o movimento está rendendo o lucro esperado. Ela investiu em seis caixas de cerveja, uma caixa de água e duas caixas de refrigerante e deve faturar mais de cem reais. Ela só reclama da fiscalização da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), que impede os ambulantes de permanecer entre os trocedores.

Jéssica também reclama que o lucro poderia ser melhor se os ambulantes pudessem circular pela Vila Brasil. “Não podemos ir para o meio do povo onde venderia muito mais, só isso que está sendo ruim”, disse.




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