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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019

06/05/2019 16:38

Pequenos e grandes frigoríficos são contemplados com exportação, diz sindicato

Dentre os 24 frigoríficos, 2 são da JBS em Campo Grande e o terceiro é da Marfrig, localizado em Bataguassu, a 335 km da Capital.

Gabriel Neris
Três frigoríficos de MS estão na lista de contemplados pelo Mapa (Foto: Fiems/Divulgação)Três frigoríficos de MS estão na lista de contemplados pelo Mapa (Foto: Fiems/Divulgação)

O Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul) avalia que a lista de habilitados pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) para exportação de carne bovina para a China contempla grandes e pequenos frigoríficos.

Em nota, o sindicato aponta que as medidas tomadas pela pasta foram “em defesa da sanidade e das exportações brasileiras. No entanto, ressalta que o Mapa deverá trabalhar no sentido de contemplar a todos os frigoríficos na hora de exportar para o mercado chinês, desde os pequenos e médios até os grandes frigoríficos”.

O sindicato também diz acreditar “que o Mapa não privilegiou a empresa A ou B na hora de compor essa lista com as 24 plantas frigoríficas habilitadas para exportar para a China. Para o sindicato, o órgão adotou somente as normas técnicas como critérios para essa escolha”, diz a nota assinada pelo presidente Ivo Scarcelli.

A entidade toma direção diferente do comunicado da Abrafrigo (Associação Brasileira de Frigoríficos) divulgado na semana passada. O texto aponta que a lista do Mapa “privilegia grandes frigoríficos como o Minerva e o JBS, que já exportam para aquele mercado, concentrando ainda mais o mercado de exportação”. 

Dentre os 24 frigoríficos, 2 são da JBS em Campo Grande e o terceiro é da Marfrig, localizado em Bataguassu, a 335 km da Capital.

A associação nacional também protesta contra a “inclusão de um critério que nunca foi observado antes nas vendas para a China: a exigência de que as novas plantas também estejam habilitadas a exportar para a União Europeia. Esta nova exigência é muito estranha porque não consta do protocolo existente entre os governos brasileiro e chinês para a habilitação de exportadores e, com isso, das 24 plantas aprovadas pelo Mapa, 16 são de grandes exportadores que já vendem para o mercado chinês”.

O ministério respondeu ao Campo Grande News que houve reunião entre o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, com exportadores brasileiros, entre eles representantes da Abrafrigo e outros sindicatos do setor.

Segundo a nota, o secretário recordou a missão de inspeção chinesa em novembro do ano passado e a necessidade de encaminhar planos de ação “que tratam das não-conformidades identificadas na referida missão”. “É entendimento do Mapa que as negociações com as autoridades chinesas devem ser iniciadas atendendo-se ao pleito da GACC (General Administration of Customs China), isto é, que sejam ‘incluídos apenas questionários de estabelecimentos que já estejam habilitados para a EU’”.

De acordo com a pasta, entre as exigências estavam estabelecimentos habilitados pela UE; estabelecimentos inspecionados em novembro, mas não habilitados para a UE; estabelecimentos de suínos habilitados por outros mercados exigentes e estabelecimentos de bovinos, de aves e de asininos habilitados para outros mercados exigentes que não a UE.

“O Mapa trabalha pensando no interesse nacional e não no de empresas específicas, sejam elas pequenas, médias ou grandes. O tratamento dispensado a todas é o mesmo; prevalece o princípio da isonomia e da transparência. A realização de reunião conjunta na manhã de hoje é prova desse compromisso. Entende, por fim, que todas as empresas que cumpram os requisitos sanitários serão objeto de negociação com autoridades chinesas com vistas à eventual habilitação”, completa a nota do ministério.

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