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Economia

Metro quadrado mais barato e demanda estimulam crescimento vertical da periferia

Tendência é cada vez mais imóveis em bairros longe do Centro e mercado imobiliário comemora lançamentos

Por Caroline Maldonado | 19/05/2022 12:03
Projeto do Condomínio Jardim Unique, no Bairro Seminário, um empreendimento da Via Sul Engenharia. (Foto: Divulgação/Via Sul Engenharia)
Projeto do Condomínio Jardim Unique, no Bairro Seminário, um empreendimento da Via Sul Engenharia. (Foto: Divulgação/Via Sul Engenharia)

Famílias que gostam de quintal, churrasqueira ou animal de estimação, querem mesmo é casa e não apartamento. Porém, na hora de comprar imóvel novo, elas se deparam com dois detalhes: o preço e o fato dos lançamentos mais acessíveis serem condomínios com prédios.

As construtoras têm investido mais em apartamentos justamente por causa do valor para construção do metro quadrado em Campo Grande. É basicamente, por isso, que prédios estão indo cada vez mais para a periferia da cidade.

Mas isso só é possível por um outro motivo que as construtoras chamam de déficit habitacional, que nada mais é do que a falta de moradias e espaço para construir. É uma tendência das capitais, que atrai as construtoras, segundo o gestor da área de Desenvolvimento Imobiliário da Via Sul Engenharia, Brenno Guerra.

A Via Sul passou a atuar em Mato Grosso do Sul em 2019, justamente por esse motivo. De lá para cá, a construtora lançou três condomínios, sendo dois entregues, e já adquiriu terreno para mais duas obras.

Gestor da área de Desenvolvimento Imobiliário da Via Sul Engenharia, Brenno Guerra. (Foto: Divulgação/Via Sul Engenharia) 
Gestor da área de Desenvolvimento Imobiliário da Via Sul Engenharia, Brenno Guerra. (Foto: Divulgação/Via Sul Engenharia)

Nossos parceiros trouxeram a ideia de vir para Campo Grande e vimos que tem o déficit habitacional. São empreendimentos mais populares e para conseguir viabilizar financiamento no programa Casa Verde Amarela têm que ser de valores mais baixos de venda. Para isso, tem que ter uma boa negociação do terreno, por isso, escolhemos regiões mais periféricas, por conta de custo”, explica Brenno.

Periferia? - É uma região no entorno do Centro, que vai crescendo e se expandido para longe da área central e isso não significa que é ruim.

A periferia “pobre”, “feia” ou sem infraestrutura é um estereótipo que de tanto se repetir, pegou no senso comum. Mas é justamente por a periferia não ter relação com essas características, que os empreendimentos estão ocupando, cada vez mais, essas áreas, na avaliação do gerente comercial e de vendas da Construtora Tecol, Henry Barcelos Ceolin.

Gerente comercial e de vendas da Construtora Tecol, Henry Barcelos Ceolin. (Foto: Divulgação)
Gerente comercial e de vendas da Construtora Tecol, Henry Barcelos Ceolin. (Foto: Divulgação)

A periferia tem de tudo, shopping, supermercados, polícia, bombeiro, parque e tudo mais. Então, hoje são locais de oportunidades de negócios. A Moreninha é um exemplo disso. Temos uma obra entregue há 3 anos, o Vilas de Paloma, com  224 apartamentos, na região das Moreninhas. Temos ainda uma obra em lançamento lá”, comenta Henry.

O gerente explica ainda que outro fator que influencia na escolha dos terrenos para construção é o plano diretor da cidade, um documento da prefeitura que estipula regras para a construção.

“Conforme o novo plano diretor, há áreas em que não se pode construir verticalmente. Alguns zoneamentos exigem planos mais aprimorados e, às vezes, não se pode, por exemplo, fazer um prédio com mais de dois ou três andares em algum lugar do Centro e isso já torna o projeto inviável para nós”, explica.

Luiz Rosa, proprietário de empresa de negócios imobiliários de mesmo nome, na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)
Luiz Rosa, proprietário de empresa de negócios imobiliários de mesmo nome, na Capital. (Foto: Henrique Kawaminami)

Custos - Construir apartamentos fica mais barato do que um condomínio de casas. Com isso, não resta muita escolha às famílias que estão procurando imóvel na planta, segundo Luiz Rosa, proprietário de empresa de negócios imobiliários de mesmo nome, na Capital.

“Um apartamento com a mesma metragem de uma casa vai fica R$ 165 mil, enquanto a casa vai ficar R$ 180 ou até R$ 200 mil. Muitas pessoas preferem casa, porque têm animais ou querem ter uma churrasqueira, um quintal, mas as construtoras estão preferindo fazer prédios. E a infraestrutura das regiões mais afastadas é boa. Temos o Shopping Bosque dos Ipês, que atraiu muito a construção, além dos condomínios fechados, o Damha, na saída de Três Lagoas, que fica bem perto do Shopping Campo Grande. É uma tendência de mercado das capitais”, detalha Luiz.

Interior de apartamento da Construtora Tecol na Capital. (Foto: Divulgação/Tecol)
Interior de apartamento da Construtora Tecol na Capital. (Foto: Divulgação/Tecol)


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