Preços do diesel têm variação de 7,05% em postos nas saídas de Campo Grande
Diferenças foram identificadas em seis postos no anel viário, com impacto diluído até o consumidor final
O Procon Mato Grosso do Sul iniciou o monitoramento dos preços do diesel em postos localizados no anel viário de Campo Grande após o anúncio de subsídios concedidos pelos governos federal e estadual. O levantamento analisou valores praticados em seis estabelecimentos situados nas principais saídas da cidade, complementando pesquisa anterior feita nas sete regiões urbanas de Campo Grande.
RESUMO
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O Procon de Mato Grosso do Sul monitorou preços de combustíveis em seis postos no anel viário de Campo Grande. O Diesel S10 variou entre R$ 7,09 e R$ 7,59, diferença de 7,05%. O Diesel S500 teve oscilação de 6,44%. Etanol variou 4,66% e gasolina, 3,78%. Apesar dos subsídios federais de até R$ 1,20 por litro, o Procon alerta que os benefícios não chegam integralmente ao consumidor por serem diluídos na cadeia de distribuição.
Os dados mostram que a maior variação foi registrada no Diesel S10, especialmente para pagamentos em dinheiro, débito e crédito. O preço do litro foi encontrado entre R$ 7,09 e R$ 7,59, representando uma diferença de 7,05% entre os postos. Já o Diesel S500 apresentou sua maior oscilação na modalidade crédito, com variação de 6,44% e preço médio de R$ 7,20 nas bombas.
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De acordo com o relatório técnico do Procon, os valores foram coletados em seis postos localizados em regiões estratégicas de saída da cidade, como rodovias e avenidas de grande circulação. Ao todo, foram analisados quatro tipos de combustíveis, gasolina comum, etanol, Diesel S10 e Diesel S500, em diferentes formas de pagamento.
Além do diesel, outros combustíveis também apresentaram variações. O etanol registrou diferença de 4,66% nos pagamentos em dinheiro ou débito, enquanto a gasolina comum teve oscilação de 3,78% na modalidade crédito.
O monitoramento ocorre em meio a medidas provisórias adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis, influenciada por conflitos no Oriente Médio. Entre as ações estão subsídios de até R$ 1,20 por litro para importação e R$ 0,80 por litro para a produção nacional. Também foi aplicada a isenção de PIS/Cofins sobre o biodiesel.
Apesar disso, o Procon-MS destaca que esses incentivos não chegam integralmente ao consumidor final. Os valores acabam sendo diluídos ao longo da cadeia, passando por etapas como importação, distribuição e revenda, o que contribui para a manutenção das variações observadas nos preços praticados nos postos.
O órgão reforça que os preços podem sofrer alterações conforme fatores como demanda, logística e políticas comerciais dos estabelecimentos, especialmente em regiões de grande fluxo, como as saídas da cidade, onde o monitoramento identificou diferenças relevantes entre os pontos de venda.


