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Economia

Prejuízo com postes derrubados chega a R$ 936 mil em 12 meses

Colisões contra estruturas somaram 114 casos em 2025 e custo médio foi de R$ 8,2 mil

Por Gustavo Bonotto | 05/01/2026 23:12
Prejuízo com postes derrubados chega a R$ 936 mil em 12 meses
Poste torto após batida no Bairro Guanandi II. (Foto: Arquivo/Maria Gabriela Arcanjo)

Colisões de veículos derrubaram 114 postes de energia elétrica em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (5) pela Energisa, concessionária responsável pela rede no Estado. O total gerou prejuízo estimado em R$ 936.130,38, valor cobrado dos motoristas responsáveis pelos danos.

RESUMO

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Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 114 colisões de veículos contra postes de energia elétrica, gerando prejuízo superior a R$ 936 mil. Campo Grande liderou as ocorrências com 17 casos, seguida por Dourados com 10 e Coxim com cinco, conforme dados divulgados pela Energisa. Os números mantêm-se elevados nos últimos anos, com 106 casos em 2023 e 119 em 2024. Além do impacto financeiro, as colisões afetam serviços essenciais como hospitais e escolas. A Energisa orienta que motoristas envolvidos em acidentes não deixem o veículo e acionem imediatamente as autoridades.

Os dados mostram que, na prática, um poste caiu a cada três dias em Mato Grosso do Sul. Campo Grande concentrou o maior número de ocorrências, com 17 colisões ao longo do ano. Dourados registrou 10 casos, enquanto Coxim contabilizou cinco estruturas derrubadas.

Outros municípios também aparecem no levantamento da concessionária. Aquidauana, Ribas do Rio Pardo, Nioaque e Paranaíba tiveram quatro colisões cada. Jardim, Amambai e Caracol registraram três ocorrências por cidade.

Segundo a Energisa, os números se mantêm elevados nos últimos anos. Em 2023, o Estado registrou 106 postes derrubados por veículos. Em 2024, o total subiu para 119, antes de fechar 2025 com 114 casos.

Além do impacto financeiro, as colisões afetam o fornecimento de energia elétrica. A queda de postes provoca interrupções e atinge serviços como escolas, hospitais e o comércio. O custo inclui a substituição de postes, transformadores e trechos da rede danificados.

O coordenador de Construção e Manutenção da Energisa MS, João Ricardo Nascimento, reforçou orientações de segurança. Ele afirmou que o motorista não deve sair do veículo após a colisão nem tocar em partes metálicas. A recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros e a concessionária imediatamente.

“Sempre que possível, deve-se evitar sair do veículo nestes casos, pois pode haver risco de choque elétrico, uma vez que podem existir cabos sobre o veículo ou próximos não visualizados pela vítima. Além do Samu (192) e do Corpo de Bombeiros (193), é imprescindível que a Energisa seja imediatamente acionada para realizar todos os procedimentos com segurança. Quem for prestar socorro também deve ficar afastado do veículo”, orienta.

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