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Economia

Puxada por gasolina e comida, Capital tem a 3ª maior inflação do País

No país, acumulado do mês foi de 1,06%, maior alta registrada em abril desde 1996

Por Ana Paula Chuva | 11/05/2022 10:33
Reajuste nos preço dos combustíveis foi um dos responsáveis pela alta. (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)
Reajuste nos preço dos combustíveis foi um dos responsáveis pela alta. (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)

Campo Grande registrou a terceira maior alta na inflação para o mês de abril, com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 1,21%, abaixo da média nacional, de 1,06%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (11).

Segundo o levantamento, a capital sul-mato-grossense ficou empatada com Belém e Brasília e atrás apenas do Rio de Janeiro (1,39%) e Aracaju (1,36%). No acumulado do ano, Campo Grande registrou alta de 4,69% e nos 12 meses – abril de 2021 a abril de 2022 –, 12,85%. Em março, a alta foi de 1,73%.

Dos nove grupos de produtos e serviços, oito tiveram alta de preços em abril na Capital. O grupo Alimentação e bebidas (2,02%) teve o maior impacto no índice em abril. Os principais destaques vieram dos subitens Batata-inglesa (40,08%), que apresentou aumento em relação ao mês anterior (0,94%); leite longa vida (7,23%) e Cereais, leguminosas e oleaginosas (4,47%). Nas baixas, ganham destaque o mamão (-23,01%), a melancia (-12,26%) e o repolho (-3,85%).

No setor dos transportes, a alta foi puxada pelo aumento nos preços dos combustíveis, assim como em março. A gasolina subiu 3,92%, o etanol 6,72%, o óleo diesel 8,78% e o gás veicular 0,24%.

Já no grupo habitação houve estabilidade que foi puxada pela queda nos preços da energia elétrica. Em Campo Grande a redução foi de 2,33% já que a partir de 16 de abril, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, sem cobrança extra na conta de luz.

Os outro grupos que registraram alta foram Artigos de residência (2,22%), Saúde e cuidados pessoais (1,73% ), Vestuário (0,34%), Despesas pessoais (0,27%), Comunicação (0,11%), Habitação (0,02%) e Educação (-0,02%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados entre 31 de março e 29 de abril de 2022.

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