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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

09/07/2018 16:03

Saldo da balança comercial no 1º semestre cresce 36% em relação a 2017

Vendas de soja e de celulose empurram negócios de Mato Grosso do Sul no exterior; China teve aumento de 51% nas compras feitas no Estado

Humberto Marques
Vendas de celulose tiveram aumento superior a 50% com inauguração de nova planta industrial em Três Lagoas. (Foto: Chico Ribeiro/Subcom)Vendas de celulose tiveram aumento superior a 50% com inauguração de nova planta industrial em Três Lagoas. (Foto: Chico Ribeiro/Subcom)

O saldo da balança comercial de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2018 teve aumento de 36,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado positivo foi de R$ 1,69 bilhão, resultado que foi atribuído ao crescimento dos negócios dee compra e venda –houve aumento na produção e na aquisição de insumos.

Os dados contam na Carta de Conjuntura do Setor Externo, elaborada pela Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). O saldo da balança é resultado de tudo o que o Estado exporta menos as importações.

As vendas de produtos totalizaram US$ 3 bilhões entre janeiro e junho deste ano, sendo a soja (US$ 1,2 bilhão) o principal destaque da balança comercial, seguida pela celulose (US$ 945,7 milhões). No mesmo período, os ingressos de produtos no Estado somaram US$ 1,31 bilhão, aumento de 14,69% na comparação com o primeiro semestre de 2017.

Gás – Dentre as compras do exterior, o gás natural boliviano teve maior impacto: US$ 681 milhões, alta de 32,04% na comparação com os US$ 515 milhões apurados no mesmo período do ano passado.

Titular da Semagro, Jaime Verruck atribui os resultados do gás ao período de estiagem que reduziu o nível das barragens de hidrelétricas e exigiu a produção de eletricidade a partir das térmicas movidas ao combustível. A entrada em funcionamento da ADM América do Sul, em Campo Grande, que atua no processamento de proteína de soja e consome gás natural, também pode ter colaborado com a alta.

Supersafra de soja colaborou no aumento das exportações do grão. (Foto: Priscilla Peres/Semagro)Supersafra de soja colaborou no aumento das exportações do grão. (Foto: Priscilla Peres/Semagro)

Exterior – Quanto as exportações, Verruck reforça que a segunda unidade da Fibria entrou em operação em Três Lagoas –a 334 km de Campo Grande– neste ano, dobrando as exportações de celulose, que tiveram aumento de 98,11% na comparação com o ano passado.

“Até o final do ano vamos continuar registrando recorde de exportações desse produto, mas para o ano que vem estabiliza nesse patamar”, ponderou Verruck. Quanto as exportações de soja, prosseguiu o secretário, a alta se deve à supersafra de 2017, quando o Estado colheu perto de 10 milhões de toneladas desse grão.

Também foi registrada alta significativa nas vendas de minério de ferro (51,54%, saindo de US$ 50 milhões para US$ 76 milhões).

A China segue como principal destino da produção sul-mato-grossense, principalmente em relação a minério e grãos, tendo aumento de 51,47% nas vendas internacionais (de US$ 1 bilhão para US$ 1,5 bilhão). Nos mesmos produtos, a Argentina figura em segundo lugar como principal cliente do Estado: as compras portenhas subiram de US$ 155 milhões para US$ 193 milhões (aumento de 23,97%).

Em baixa – A Semagro aponta, porém, que também houve retrações em mercados significativos. A venda de açúcar para o exterior teve retração de 67%, enquanto a carne de aves registrou queda de 8,89% na comparação com o apurado no primeiro semestre do ano passado.

“Quanto ao açúcar, o mercado está ‘superofertado’, por isso a redução nas vendas. Já com relação à carne de aves, em nível nacional a queda foi de quase 40% devido ao bloqueio do mercado europeu. Aqui o impacto foi menor porque quase não vendemos nada de frango para a Europa”, disse Verruck.

Produtos tradicionais sul-mato-grossenses, as carnes bovinas e suas derivadas também registraram queda no período, embora em menor patamar: as vendas caíram de 78,3 mil toneladas para 74,6 mil toneladas, com faturamento recuando de US$ 284 milhões para US$ 273,6 milhões (baixa de 3,67%) na comparação entre os primeiros semestres de 2017 e 2018.

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