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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

23/01/2014 22:59

Senador de MS pede e Congresso vai discutir comércio de algodão com os EUA

Vinícius Squinelo

As comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional e de Agricultura e Reforma Agrária do Senado vão se reunir após o início dos trabalhos do Congresso Nacional em fevereiro para debater medidas a ser tomadas pelo governo brasileiro contra os Estados Unidos. A reunião foi convocada a pedido do senador de Mato Grosso do Sul, Waldemir Moka (PMDB).

A possível retaliação é uma resposta à interrupção dos pagamentos feitos pelos EUA aos produtores de algodão brasileiros, como compensação por subsídios do governo americano concedidos a seus produtores.

A entrada do Senado nas discussões sobre os embargos aos EUA foi proposta pelo senador Moka, durante reunião nesta semana no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). A sugestão tem o aval dos presidentes das comissões Ricardo Ferraço (PMDB-ES), de Relações Exteriores, e Benedito de Lira (PP-AL), de Agricultura.

Após dez anos de disputa, o Brasil venceu processo contra os EUA na Organização Mundial do Comércio. A OMC autorizou indenização de US$ 830 milhões.

A resolução determina que os americanos paguem US$ 147 milhões por ano aos produtores de algodão brasileiros por meio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

No entanto, a decisão deixou de ser cumprida pelos EUA em setembro do ano passado, em decisão unilateral, sob a alegação de que os americanos enfrentam restrições orçamentárias.

Para o senador Moka, o Brasil deve impor barreiras aos Estados Unidos como forma de demonstrar seu descontentamento em relação a quebra de acordo por parte do governo daquele país. “Independentemente das consequências, o governo brasileiro deve dizer a eles que não aceita descumprimento de contrato”, diz.

Gilson Pinesso, da Abrapa, afirma que a participação do Senado demonstra que o setor algodoeiro tem tido apoio necessário para buscar seus direitos. “Não há outra saída que não seja a retaliação pelo descumprimento unilateral do acordo pelos norte-americanos”, reforçou.



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