Reinaldo diz que Brasil só voltará a crescer quando o dinheiro chegar às cidades
Ao destacar resultados obtidos em MS, ex-governador defende revisão do pacto federativo
Em um momento em que os juros elevados pressionam o orçamento das famílias, reduzem o consumo e dificultam investimentos do setor produtivo, o ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, volta a defender o fortalecimento dos municípios como estratégia para estimular o desenvolvimento econômico e reduzir as desigualdades regionais.
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Reinaldo Azambuja, ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, defende o municipalismo como estratégia para retomar o crescimento econômico do país. A proposta prevê maior repasse de recursos federais aos municípios, revisão do pacto federativo e redução da estrutura administrativa federal, com criação de política específica para cidades de fronteira.
A proposta, que ele chama de municipalismo, parte da ideia de ampliar a participação das prefeituras na distribuição dos recursos arrecadados pela União, permitindo que os investimentos públicos sejam direcionados com mais rapidez para áreas como infraestrutura, saúde, educação e habitação.
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Segundo Reinaldo, a concentração de recursos em Brasília limita a capacidade de resposta das administrações municipais diante das demandas da população.
"O municipalismo é uma solução de verdade para o país voltar a crescer. O Governo Federal precisa destinar a maior parte dos recursos que arrecada para os municípios, porque é nas cidades que as pessoas vivem, trabalham e precisam de infraestrutura para crescer e se desenvolver. Não adianta concentrar tudo em Brasília e deixar as prefeituras de pires na mão", afirma.
A defesa do modelo é sustentada, segundo o ex-governador, pelos resultados alcançados durante seus oito anos à frente do Executivo estadual. Nesse período, Mato Grosso do Sul registrou expansão econômica significativa. O Produto Interno Bruto (PIB) passou de R$ 78,9 bilhões, em 2014, para R$ 155 bilhões ao final de sua gestão. A projeção para 2026 é de que a economia estadual alcance R$ 245,6 bilhões, com crescimento estimado em 5,3%, acima da média nacional.
O desempenho do agronegócio também é apontado como um dos pilares desse avanço. Em 2025, o setor registrou crescimento de 18,6%, enquanto o cooperativismo passou a representar 18,2% do PIB sul-mato-grossense, com atuação em praticamente todos os municípios do Estado.
Na avaliação de Reinaldo, o fortalecimento das cidades passa pela ampliação dos investimentos diretos nos municípios. Durante sua gestão, mais de R$ 8 bilhões foram destinados à infraestrutura, incluindo obras viárias e o programa "Obra Inacabada Zero", criado para concluir empreendimentos públicos que estavam paralisados. O Estado também ampliou sua malha rodoviária em mais de 1,3 mil quilômetros e investiu R$ 1,58 bilhão em programas habitacionais, beneficiando mais de 30 mil famílias.
Na educação, a gestão promoveu reformas e ampliações em 347 escolas estaduais, com investimentos superiores a R$ 500 milhões. Parte das unidades foi adaptada ao modelo de ensino em tempo integral, política que o ex-governador defende como prioridade nacional. Segundo ele, Mato Grosso do Sul também passou a oferecer uma das melhores remunerações para professores da rede pública estadual.
Na área da saúde, Reinaldo destaca a regionalização dos atendimentos como uma das principais mudanças estruturais realizadas durante sua administração. A estratégia buscou ampliar a oferta de serviços especializados em diferentes regiões do Estado, reduzindo a necessidade de deslocamentos para Campo Grande. Entre as ações citadas está a Caravana da Saúde, responsável por mais de 70 mil cirurgias eletivas.
Como pré-candidato ao Senado, Reinaldo afirma que pretende defender uma revisão do pacto federativo, com redistribuição das receitas públicas entre União, estados e municípios. Também propõe a redução da estrutura administrativa federal e a criação de uma política nacional específica para os municípios localizados na faixa de fronteira.
"O Governo Federal precisa investir menos em Brasília, reduzir drasticamente o número de ministérios e gastar mais nos 5.569 municípios brasileiros. Também precisamos criar uma política nacional para os municípios de fronteira. O Senado tem um papel fundamental nessa luta", defende.
Ao reforçar sua agenda política, o ex-governador afirma que conhece a realidade dos 79 municípios sul-mato-grossenses e sustenta que fortalecer as administrações locais significa aproximar os investimentos públicos das necessidades da população, tornando o desenvolvimento regional mais equilibrado e ampliando a capacidade de atendimento das cidades brasileiras.


