MEC homologa decisão que barra novo curso de Medicina na Capital
Pedido para abertura da graduação em Campo Grande tramita desde 2022
O MEC (Ministério da Educação) homologou a decisão que mantém o Centro Universitário Unigran Capital sem autorização para abrir o curso de Medicina em Campo Grande. O despacho, assinado pelo ministro da Educação, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) e confirma o indeferimento do pedido apresentado pela instituição.
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O Ministério da Educação homologou a decisão que mantém o Centro Universitário Unigran Capital sem autorização para abrir o curso de Medicina em Campo Grande. O despacho do ministro Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, publicado no Diário Oficial da União, confirma o indeferimento do pedido. O Conselho Nacional de Educação já havia negado o recurso em setembro, com base no índice de 3,92 médicos por mil habitantes, acima do parâmetro de 3,73. A tentativa da instituição se arrasta há anos e passou pelo Judiciário.
Em setembro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) já havia publicado o resultado do julgamento do recurso apresentado pela Unigran, mantendo a negativa. Na ocasião, porém, o próprio documento informava que o parecer passaria a produzir efeitos após a publicação do ato de homologação pelo ministro da Educação.
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No despacho, o ministro homologa o parecer da CES (Câmara de Educação Superior), que conheceu do recurso da instituição, mas negou provimento. Com isso, permanece válida a decisão da Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior) que impediu a abertura da graduação.
O curso seria oferecido pela Unigran Capital na unidade da Rua Abrão Júlio Rahe. A tentativa da instituição de abrir Medicina em Campo Grande se arrasta há anos e passou também pelo Judiciário. Em novembro de 2024, a Seres já havia indeferido o pedido de autorização. Posteriormente, após decisão judicial, o processo voltou a ser analisado.
Em outubro de 2025, uma nova portaria da Seres voltou a indeferir a autorização para o curso de Medicina da Unigran Capital. O ato foi publicado em cumprimento a decisão judicial no mandado de segurança.
A Unigran recorreu ao CNE. Entre os critérios considerados na análise estava a necessidade social para a implantação de novos cursos de Medicina. Mas a câmara levou em conta o índice de 3,92 médicos para cada mil habitantes, acima do parâmetro de 3,73 utilizado na avaliação.
O recurso foi relatado pela conselheira Luciane Bisognin Ceretta. Ela votou pela manutenção do indeferimento, entendimento acompanhado pela maioria da Câmara de Educação Superior.
O Campo Grande News procurou a Unigran para saber se a instituição adotará alguma nova medida contra a decisão e aguarda retorno.
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