Corumbá: 25 anos para chegar os trilhos e 30 para construir o porto
Corumbá é, sem dúvida, a terra da resistência, da superação. Em seus primórdios, incêndios e morcegos afugentaram a população. Em seguida, veio a invasão dos soldados guaranis, para, depois da guerra, sofrer nova invasão, dessa vez, pacifica. Milhares de guaranis retornaram à cidade para mendigar. Passados esses tempos aziagos, a cidade caiu no esquecimento.
25 anos para os trilhos chegarem.
Há mais de vinte e cinco anos que a estrada de ferro estava estacionada em Porto Esperança. Faltavam tão somente 80 quilômetros para atingir o centro de Corumbá. Político algum tomava a iniciativa. Os poucos trilhos que faltavam causavam incalculáveis prejuízos.
A difícil gestação do porto.
A construção do porto de Corumbá, é outra coisa que teve dificílima gestação. Trinta anos se escoaram e, com eles, o cais de alvenaria, que deveria ir da alfândega à ponta do morro, no sopé da ladeira da Candelária, ficou reduzido, pelo último projeto, a menos da metade.
O esquecido papel do Marquês.
Nobre que honra as calças sempre foi - e continua sendo - um parasita, um inútil. Mas há exceções. Marquês de Olinda deveria ser cantado e verso e prosa pelo corumbaenses. No entanto, não há quem dele lembre na cidade branca. Foi esse pernambucano quem ordenou a instalação da chamada “Mesa de Rendas”, a alfândega coletora de impostos, nas elevadas barrancas de Corumbá. Também é dele a ordem para ali construir um quartel e outros edifícios públicos. É na época desse marquês que Corumbá ganhou a força que passou a ter por muito tempo.
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