A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 16 de Junho de 2019

07/05/2019 16:44

Ministro da Educação nega cortes de verbas em universidades

Ministro da Educação, Abraham Weintraub, diz que os recursos podem ser recompostos se economia crescer

Karine Melo, da Agência Brasil
Weintraub, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Weintraub, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, negou hoje (7) que tenha havido cortes na verba das universidades federais. Segundo ele, o que houve foi um contingenciamento. “Não houve corte, não há corte. Há um contingenciamento. Se a economia tiver um crescimento com a aprovação da nova Previdência, e eu acredito nisso, isso vai retomar a economia. Retomando a dinâmica, aumenta a arrecadação e descontigencia”, garantiu ao ser questionado na Comissão e Educação do Senado sobre o anúncio feito na semana passada de bloqueio de 30% da verba de instituições federais de ensino superior.

Weintraub se disse surpreso com a repercussão da decisão e defendeu o contingenciamento que, segundo ele, é sobre “uma parte pequena do volume total de despesas”, que atinge apenas a parte discricionária das universidades federais: “A folha de pagamento e o refeitório estão integralmente preservados”. Ele disse ainda que as 65 universidades federais custam, em média, R$ 1 bilhão por ano.

O ministro disse que pretende dar mais autonomia às universidades, mas que isso não pode ser confundido com apoio ao que chamou de “soberania” dessas instituições. “A autonomia universitária não é soberania”, disse. “Se tem coisa acontecendo dentro, por que a polícia não pode entrar [nas universidades]? Não tem que ter consumo de drogas, está errado. Sou contra isso”, afirmou.

FiesSobre o programa de financiamento estudantil (Fies) o ministro voltou a dizer que o dinheiro investido pelos governos anteriores serviu para inflar os cursos de graduação nas instituições privadas. Na avaliação de Weintraub, o programa fez com que os alunos criassem dívidas e ficassem sem emprego. “É uma tragédia o financiamento estudantil. São 500 mil jovens começando a vida com o nome sujo“, criticou.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions