Universitários de MS contam o que fariam diferente se fossem prestar o Enem
Jovens relatam falhas, estratégias de estudo e como se preparar para o tempo de prova antes do exame
As provas do Enem 2026 serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro, e os candidatos entram na reta final de preparação. Neste momento, a principal dúvida deixa de ser apenas o que estudar e passa a ser como aproveitar melhor o tempo que ainda resta.
RESUMO
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Com as provas do Enem 2026 marcadas para 8 e 15 de novembro, estudantes que já fizeram o exame aconselham evitar a procrastinação, identificar pontos fracos e treinar com questões de edições anteriores. Especialistas reforçam que o momento exige revisão e simulados completos, não aprendizado de conteúdo novo. Em Campo Grande, há opções gratuitas de preparação, como o AprovaJuv, o cursinho do Instituto Luther King e iniciativas da UFMS.
As provas do Enem 2026 serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro, e os candidatos têm algumas semanas para reforçar a preparação. Neste momento, a dúvida deixa de ser apenas o que estudar e passa a ser como aproveitar melhor o tempo que ainda resta.
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Quem já enfrentou a prova conta que pequenos ajustes podem fazer diferença. Entre os principais aprendizados estão não deixar os estudos acumularem, entender os próprios pontos fracos, treinar questões e se acostumar com o ritmo de uma avaliação longa.
A estudante de Jornalismo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Ellen Vitória Barbosa de Masceno, 20 anos, sabe que poderia ter feito escolhas diferentes durante a preparação. Aprovada usando a nota do Enem 2024, ela afirma que o principal erro foi ter adiado o início dos estudos.
Sem cursinho, Ellen conciliava escola e trabalho e acabou deixando uma rotina mais intensa para as últimas semanas.
“Um erro que eu tive na preparação e que eu não faria hoje seria adiar os estudos. Eu sempre falava: ‘tal semana eu começo’, ‘na outra semana eu começo’, porque eu ficava cansada por conta do trabalho e da escola”, conta.
Além de começar antes, ela também teria dividido melhor o tempo entre as áreas. Como tinha mais facilidade com redação e Linguagens, acabou concentrando esforços nesses conteúdos e deixando Matemática e Ciências da Natureza em segundo plano.
“Eu focava bastante na redação para me dar uma nota boa, porque redação pesa bastante. Acabei esquecendo também de focar mais no que eu tinha dificuldade”, relata.
Revisão e exercícios - Identificar essas dificuldades é uma das orientações do professor de Biologia e coordenador de cursinho preparatório Edílson Soares da Silveira. Para ele, as semanas que antecedem o exame devem ser usadas para revisar os pontos que ainda tiram a segurança do candidato.
“Não é o momento do candidato querer aprender todo o conteúdo, porque não dá tempo. É hora de identificar os pontos mais frágeis e revisar o que mais cai”, explica.
O caminho encontrado por Ellen nas semanas finais foi reforçar exercícios e provas antigas, estratégia que também aparece na preparação de outros estudantes.
Felipe Fialho Ferreira, 18 anos, estudante de Engenharia Elétrica, teve uma experiência diferente. Ele saiu do ensino médio em escola pública direto para a faculdade e não fez cursinho, mas apostou na resolução de questões para chegar mais confiante ao exame.
“Eu fui mais fazer exercícios para ficar mais confiante mesmo, porque é difícil você aprender algo nesse pouco tempo”, afirma.
Para Felipe, as provas antigas ajudaram a entender o formato do Enem e a perceber como a avaliação cobra os conteúdos. Ele também priorizou Matemática, área que tinha maior peso para o curso escolhido.
Já Rafaela Garcia Limeira, 18 anos, estudante de Jornalismo, teve uma preparação com cursinho e uma rotina voltada para o vestibular. Assim como Felipe, ela aponta as provas anteriores como uma das principais ferramentas de revisão.

Segundo Rafaela, o Enem não repete necessariamente as perguntas, mas mantém padrões de cobrança que podem ser identificados por quem treina com exames anteriores.
Ela também destaca a importância de preparar a redação por eixos temáticos e de não gastar energia revisando excessivamente o primeiro dia de prova antes da segunda etapa.
Na resolução dos exercícios, Edílson recomenda atenção às dificuldades que aparecem pelo caminho. “O aluno evolui mais entendendo por que errou do que simplesmente fazendo muitas questões”, afirma.
Segundo o professor, outro ponto que precisa ser treinado é o tempo de prova. Como o Enem exige horas de concentração, o candidato precisa fazer simulados completos para se acostumar ao ritmo da avaliação.
Onde buscar preparação gratuita para o Enem em Campo Grande
AprovaJuv – Sejuv (Secretaria Executiva da Juventude) – Preparação gratuita para o Enem e vestibulares, com aulas de revisão, resolução de exercícios e produção de redação. As atividades são realizadas aos sábados.
Como acessar: acompanhar a abertura de inscrições e as informações pelo site e pelas redes sociais da Sejuv de Campo Grande.
Aulão gratuito de redação da Sejuv – Curso intensivo voltado para a redação do Enem, com orientações sobre estrutura do texto, critérios de correção e estratégias para melhorar a nota.
Como acessar: a Sejuv divulga as inscrições por meio de seus canais oficiais.
Cursinho Pré-Vestibular do Instituto Luther King – Projeto gratuito de preparação para vestibulares e Enem, voltado principalmente para estudantes que buscam ingresso no ensino superior e não têm condições de pagar um cursinho particular.
Como acessar: acompanhar os períodos de inscrição divulgados pelo Instituto Luther King.
Ações de preparação da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) – A universidade participa de iniciativas de apoio e preparação para estudantes, incluindo parcerias em projetos gratuitos de revisão para o Enem.
Como acessar: acompanhar os projetos de extensão e as iniciativas divulgadas pela UFMS.


