Selo criado em Campo Grande ganha ouro em prêmio de inovação apícola
Programa APIS+ conquista reconhecimento em congresso latino-americano de apicultura
Mato Grosso do Sul tem cerca de 1,1 mil produtores de mel cadastrados e mais de 27 mil colmeias registradas pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), mas ainda busca transformar esse potencial em uma cadeia mais organizada e profissional.
RESUMO
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Programa criado em Campo Grande recebeu medalha de ouro no Concurso Internacional de Inovações e Inventos Aplicados à Apicultura, na Argentina. O APIS+, desenvolvido pelo veterinário Gustavo Bijos, é a primeira certificação apícola de Mato Grosso do Sul e reúne critérios de rastreabilidade, documentação e acompanhamento para combater fraudes e valorizar produtores. O Estado tem 1,1 mil apicultores cadastrados e mais de 27 mil colmeias registradas.
É nesse cenário que uma iniciativa criada em Campo Grande conquistou reconhecimento internacional, ao desenvolver a primeira certificação apícola do Estado.
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O programa APIS+, desenvolvido pelo médico-veterinário Gustavo Nadeu Bijos, recebeu medalha de ouro no Concurso Internacional de Inovações e Inventos Aplicados à Apicultura, realizado durante a FILAPI 2026 (XVII Congresso Latino-Americano de Apicultura), em Mar del Plata, na Argentina.
A certificação foi premiada na categoria Apicultura de Precisão e AgTech, que avaliou critérios como originalidade, sustentabilidade, possibilidade de expansão e viabilidade econômica.
A proposta do APIS+ é criar um sistema de conformidade para produtores, empresas e iniciativas ligadas às abelhas e aos polinizadores. O selo reúne critérios de documentação, rastreabilidade e acompanhamento, permitindo consultar a certificação por meio de QR Code.
Segundo Gustavo, a ideia surgiu da necessidade de transformar ações relacionadas à sustentabilidade em práticas que possam ser comprovadas.
“Não é apenas falar de sustentabilidade. É ter uma metodologia para mostrar o que está sendo feito”, explica.
Selo busca combater fraudes - Um dos principais objetivos da certificação é oferecer mais segurança ao consumidor e diferenciar produtores que seguem critérios de origem e qualidade.
Além da valorização do mel produzido dentro das normas, o programa também atua em uma das principais preocupações do setor: a falsificação e adulteração de produtos das abelhas.
Para o criador do APIS+, a certificação ajuda a evitar que produtores que trabalham corretamente disputem mercado em igualdade com produtos irregulares.
“A certificação tem duas funções importantes: valorizar quem faz certo e dar mais informação e segurança para quem compra”, afirma.
MS tem potencial, mas ainda precisa organizar cadeia - Apesar das condições favoráveis, Gustavo avalia que Mato Grosso do Sul ainda não pode ser considerado um polo consolidado da apicultura. O Estado tem diversidade ambiental, áreas agrícolas extensas e produtores atuantes, mas ainda precisa avançar em assistência técnica, organização dos produtores, estrutura de processamento, comercialização e integração com outras cadeias do agronegócio.
“Temos produção, temos bons apicultores e temos condições ambientais e agrícolas muito favoráveis. O que falta é transformar esse potencial em uma cadeia mais organizada e profissional”, afirma.
Segundo ele, uma das oportunidades está justamente na relação entre abelhas e agricultura, já que os polinizadores podem gerar serviços ambientais e contribuir para a produtividade de diferentes culturas.
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