Sem previsão de fim, greve de técnicos da UFMS já dura 1 mês e afeta atendimento
Categoria busca que o acordo firmado em 2024 seja cumprido
Uma faixa afixada em um dos portões da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) chama a atenção de quem passa: técnicos-administrativos da instituição estão em greve. O movimento, que já dura mais de um mês, mobiliza servidores em todo o Estado.
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Dos cerca de 3 mil trabalhadores da categoria em Mato Grosso do Sul, aproximadamente 1,5 mil aderiram à paralisação, atuando em regime de escala. Apenas em Campo Grande, cerca de 280 servidores participam do movimento.
De acordo com a coordenadora-geral do Sista-MS (Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul), Adriane Maier, a greve teve início em 19 de março.
“Não tem previsão de finalização da greve, até porque a gente está buscando o acordo desde 2024”, disse.
Entre as principais reivindicações da categoria estão a recomposição salarial, melhorias nas condições de capacitação profissional, definição de direitos para aposentados, a implementação da jornada de 30 horas e a aceleração de outros pontos pendentes.
Segundo Adriane, após 8 anos sem reajuste, os servidores obtiveram aumento de 9%, dividido entre 2025 e 2026. Atualmente, os salários variam entre R$ 3,9 mil e R$ 6 mil.
“Falta parte do acordo a ser cumprido. Quando o governo apresentar nova proposta, volta ao normal. A gente sente um déficit de atendimento, claro”, destacou.
Como parte das mobilizações, no dia 15 de abril o sindicato promoveu uma caminhada dentro da UFMS. O ato reuniu servidores técnicos-administrativos em educação, que carregavam faixas e cartazes reforçando a importância da união da categoria e da continuidade da greve.
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