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Capital

Servidores do HU entram em greve e reclamam de perdas que começaram na pandemia

Categoria cobra reposição da inflação e afirma que paralisação é nacional nos hospitais universitários

Por Viviane Oliveira e Bruna Marques | 30/03/2026 10:05
Servidores do HU entram em greve e reclamam de perdas que começaram na pandemia
Trabalhadores da saúde fazem mobilização em frente ao hospital na manhã desta segunda-feira (Foto: Bruna Marques)

Cerca de 30 trabalhadores realizaram protesto na manhã desta segunda-feira (30) em frente ao Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), em Campo Grande, marcando o início da greve da categoria. A mobilização ocorre enquanto representantes do sindicato se reúnem com a superintendência da unidade; o encontro começou por volta das 9h.

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Trabalhadores da saúde do Humap, em Campo Grande, iniciaram greve nesta segunda-feira (30), reivindicando reajuste salarial de 28%, incluindo reposição de perdas da pandemia. Cerca de 30 manifestantes protestaram em frente ao hospital. Áreas críticas mantêm 70% do efetivo. A HU Brasil negocia com sindicatos no TST e deve apresentar proposta econômica ainda hoje.

Os manifestantes permaneceram em frente ao hospital, organizados sob tendas, onde também realizavam um café da manhã durante o ato. A paralisação, iniciada às 7h, envolve profissionais administrativos, enfermagem e médicos.

Conforme o diretor-presidente do SINDSERH-MS (Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Públicas de Serviços Hospitalares de Mato Grosso do Sul), Arnaldo Ferreira da Silva Filho, a greve foi deflagrada após sucessivas tentativas de negociação sem apresentação de proposta financeira por parte da HU Brasil, empresa responsável pela gestão dos hospitais universitários.

Segundo ele, as negociações já vinham ocorrendo há semanas, inclusive com reuniões em Brasília e mediação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), mas sem avanço nas discussões sobre reajuste salarial. “A empresa não apresentou nenhuma proposta e a categoria decidiu iniciar a greve. Queremos a reposição da inflação dos últimos anos e ganho real”, afirmou.

Segundo o sindicato, a paralisação ocorre em todo o país e atinge hospitais universitários. A categoria afirma que, durante a pandemia, acumulou perdas salariais de cerca de 11%. “Reivindicamos a reposição da inflação desse período, estimada em 11%, além de um ganho real de 15% e a reposição de 2% referente à inflação mais recente. No total, o pedido chega a 28%”, explicou.

Apesar da greve, os atendimentos não foram totalmente interrompidos. Segundo o sindicato, áreas críticas seguem com cerca de 70% do efetivo, enquanto a adesão chega a 100% no setor administrativo e a cerca de 50% na enfermagem.

“A população não fica desassistida, mas há redução no número de profissionais”, explicou o dirigente. Até o momento, a paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto novas rodadas de negociação ocorrem tanto em nível local quanto nacional.

Em nota, o Humap-UFMS/Ebserh informou que a HU Brasil segue em negociação com os sindicatos para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027, com data-base em 1º de junho. As tratativas são mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho desde a última terça-feira (24), e nova reunião ocorre nesta segunda-feira, quando a empresa deve apresentar uma proposta econômica.

A instituição afirmou que mantém medidas para garantir o atendimento à população e informou que, neste momento, está reunida com os sindicatos, sem dados atualizados sobre adesão à greve ou impactos nos serviços. O hospital também destacou que o último acordo coletivo, ainda vigente, trouxe avanços econômicos e sociais para os trabalhadores.

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