51% dizem que spray de pimenta para defesa pessoal ajuda, mas não resolve
Em contrapartida, 33% consideram o dispositivo uma forma de proteção
A maioria dos leitores do Campo Grande News não acredita que a venda de spray de pimenta resolverá casos de violência contra mulher. Na parcial da enquete, 51% acreditam que o acesso ao dispositivo de defesa pessoal ajuda, mas não resolve a violência.
RESUMO
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Pesquisa do Campo Grande News aponta que 51% dos leitores acreditam que o spray de pimenta ajuda, mas não resolve a violência contra a mulher. A Lei nº 15.474 autoriza a venda do produto para mulheres acima de 18 anos mediante cadastro. O estado registrou o 16º feminicídio do ano, acendendo o debate sobre medidas de proteção feminina.
Na contramão, 33% enxergam o dispositivo como medida de proteção, enquanto 13% acham que pode aumentar o risco de uso indevido e 3% se mostraram contra a liberação para uso do spray.
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Nos comentários, a opinião dos leitores acompanha a revolta diante do crescimento dos casos de violência contra a mulher. Izabella Xavier e Iranir Gatto dizem que o spray não resolverá os casos e defendem a liberação do porte de arma para mulheres, acompanhada de aulas de tiro.
A Lei nº 15.474, publicada na última sexta-feira (24), autoriza a comercialização e o uso para mulheres acima de 18 anos. A aquisição do equipamento de defesa pessoal só poderá ser realizada mediante apresentação de documento oficial com foto, comprovante de residência e inexistência de condenação por crimes dolosos praticados com violência ou ameaça grave.
O spray é de uso individual e intransferível. As lojas autorizadas para a comercialização deverão manter registros da compradora por 5 anos. Para a maioria dos leitores, o dispositivo pode representar riscos para a usuária e a autorização do dispositivo sem instruções é insuficiente para a segurança feminina.
Os casos de violência contra a mulher têm aumentado no Estado de Mato Grosso do Sul, que registrou ontem o 16º caso de feminicídio. A vítima era Terezinha Nantes de Arruda, de 54 anos, assassinada pelo marido. Esses casos de violência têm aumentado os debates sobre leis e medidas de proteção para mulheres.



