Enquete: 87% dizem que raramente vão ao Centro de Campo Grande
Somente 5% dos leitores afirmaram na pesquisa ir todos os dias à região
Ir ao Centro de Campo Grande deixou de ser hábito para a maioria dos moradores e passou a ser exceção. É o que mostra uma enquete recente sobre a frequência de visitas à região central da cidade. O resultado é direto: 87% afirmam que raramente vão ao Centro. Apenas 7% dizem ir uma a duas vezes por semana, 5% todos os dias e só 2% mais de duas vezes por semana.
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As respostas dos leitores ajudam a explicar o número. A sensação predominante é de abandono, perda de atratividade e falta de necessidade prática. “Nem me lembro quando foi que eu fui no centro”, resume Adriana Pereira de Jesus Almeida. Priscila Luz vai na mesma linha e ainda ironiza: “Eu nem lembrava que existia o centro rsrs”.
Outros relatos apontam mudança estrutural no consumo e nos serviços. Vera Anjos afirma que só vai “uma vez ao ano e em caso de necessidade” e avalia que o crescimento comercial dos bairros esvaziou o Centro. “Onde se encontra tudo o que precisa não tem mais motivos ir até lá,” diz. Kelly Patricia Jara dos Santos reforça o argumento: segundo ela, no bairro onde mora há bancos, escola, hospital e órgãos públicos, além de preços mais baixos. “O centro hoje pra mim não muda nada eu ir ou não,” afirma.
A frequência esporádica também aparece nos relatos de Fabiano Farias, que não se recorda da última visita, Rubens Gomes, que calcula ir no máximo seis vezes por ano, e Waleska Ferreira, que admite ir apenas quando é estritamente necessário. Larissa Felix resume o padrão: “Raramente, a última vez foi no meio do mês de dezembro”.
Esse afastamento da população ocorre em meio a um cenário de fechamento de lojas e perda de dinamismo econômico, contexto que levou a Prefeitura de Campo Grande a lançar o programa Atenção ao Centro, iniciativa criada justamente para tentar reverter o processo de esvaziamento da região central. A proposta surge como resposta ao encolhimento do comércio, à redução do fluxo de pessoas e à mudança no perfil de consumo da cidade, cada vez mais descentralizado.



