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Para 95% dos leitores, salário mínimo não é suficiente para despesas básicas

Somente a cesta básica compromete mais da metade do valor em Campo Grande

Por Fernanda Palheta | 19/04/2026 08:15
Para 95% dos leitores, salário mínimo não é suficiente para despesas básicas
Os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93 em Campo Grande (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O salário mínimo de R$ 1.621 não é suficiente para cobrir as despesas básicas da maioria dos leitores do Campo Grande News. De acordo com a enquete deste sábado (18), 95% dos votantes apontam que, com o valor em vigor em 2026, não dá para pagar o aluguel, água, luz, transporte e alimentação de uma família.

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Pesquisa do Campo Grande News aponta que 95% dos leitores consideram o salário mínimo de R$ 1.621 insuficiente para cobrir despesas básicas. Segundo o Dieese, apenas a cesta básica em Campo Grande custa R$ 805,93, exigindo 109 horas de trabalho. Para 2027, o governo prevê reajuste de 5,9%, elevando o valor para R$ 1.717, sujeito à aprovação do Congresso.

Somente a cesta básica consome mais da metade desse valor. É o que aponta boletim divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na Capital sul-mato-grossense, os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93.

Isso significa que, em março deste ano, o trabalhador assalariado de Campo Grande precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica.

Esta é a realidade de cerca de 62 milhões de pessoas. Segundo levantamento do Dieese, feito em dezembro de 2025, três em cada 10 brasileiros estão nessa faixa de renda no país.

Reajuste - Para 2027, o salário mínimo terá aumento de 5,9%. O valor está previsto no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (15). O que significa um aumento de R$ 96, chegando ao valor total de R$ 1.717.

A proposta, que funciona como base para a elaboração do Orçamento, ainda será analisada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e deve ser votada até julho. O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, baseada na inflação e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o valor final dependerá da consolidação de índices como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

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