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Campo Grande, Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019

23/06/2019 08:11

Clubes “pegam carona” em Mundial e aproximam meninas do futebol

Campanha da seleção brasileira e transmissão de torneio em TV aberta ajudam a fomentar modalidade em MS

Gabriel Neris
Meninas do Comercial disputaram torneio no fim de semana na Capital (Foto: Divulgação)Meninas do Comercial disputaram torneio no fim de semana na Capital (Foto: Divulgação)

Enquanto o Brasil joga pela sobrevivência na França pela Copa do Mundo de futebol feminino, clubes e escolinhas de Mato Grosso do Sul se aproveitam para surfar na onda de visibilidade do esporte e aproveitam para atrair cada vez mais adeptas antes que a modalidade caia novamente no esquecimento.

Romilda Campos é treinadora do time feminino do Comercial, há 14 anos, e também trabalha com cerca de 30 meninas no projeto da Funesp (Fundação Municipal de Esportes). Segundo ela, o momento da modalidade é bom e desperta cada vez mais interessadas.

“Isso é muito bom, todo mundo falando do futebol feminino. São muitas meninas procurando a gente para treinar. Muitas meninas assistem, vem treinar, querem saber o horário [de treino]”, diz.

Meninas do Colorado exibem medalhas de torneio de bairro (Foto: Divulgação)Meninas do Colorado exibem medalhas de torneio de bairro (Foto: Divulgação)

Sem praticamente calendário, a modalidade praticamente sobrevive através de torneios de fins de semana realizados pelos próprios clubes. “São torneios de barros, quadrangulares, em algumas finais de bairros nos procuram para jogos preliminares. Isso é bom, estamos sempre jogando”, avalia Romida.

A maioria de suas comandadas tem entre 13 e 16 anos. A persistência fez com que o time fosse convidado para disputar os Jogos Regionais de São Paulo, em Andradina, representando o próprio município, entre 2 e 11 de julho.

Em agosto, as meninas têm novo desafio: a Copa Campo Grande de futebol amador. O torneio contará com as seguintes equipes: Tenores FC, Campo Grande City, Igreja Evangélica Cristã/Aldeia Indígena Aruak, Funlec, Operário, José Abrão, Resenha FC, UCDB, Jockey Clube e Comercial.

Segundo Romilda, o respeito e a aceitação aumentaram com o tempo. “Hoje é o contrário. Temos famílias acompanhando, apoiando. Mães ligando pedindo para treinar. Times masculinos procurando a gente para fazer amistoso”. O próximo passo, diz a treinadora, é conseguir formar turmas para meninas a partir dos nove anos de idade.

Copa Pelezinho movimenta equipes femininas de futsal ao longo do ano (Foto: Divulgação)Copa Pelezinho movimenta equipes femininas de futsal ao longo do ano (Foto: Divulgação)

Essa também é a perspectiva do professor Júlio César “Pelezinho”, que tem escolinha e também promove torneios de futsal de base, entre eles o feminino. Ele conta que tem são de 4 a 5 meninas treinando. Como o número é reduzido, elas são direcionadas a treinar com os times masculinos.

“Mas percebo uma aceitação maior dos pais. É bem maior do que antigamente. A Copa do Mundo está mostrando um bom nível técnico. Antigamente o futebol feminino era devagar, assiste o jogo da Copa do Mundo e da Copa América [masculina], é mais agradável ver o feminino, um futebol mais rico, forte, mas com lealdade”, comenta.

O sucesso da modalidade, segundo ele, se materializou ao conseguir montar torneios de três categorias diferentes neste ano. Foram 17 equipes distribuídas pelo sub-15, sub-17 e adulto. “É questão de tempo ter mais espaço para que elas possam desenvolver o futebol”, avalia o professor.

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