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Leonardo de Deus chega em 6º, mas segue como grande orgulho da família em MS

O nadador campo-grandense chegou a etapa final dos 200 metros borboleta na noite desta terça-feira

Por Adriano Fernandes e Adriel Mattos | 27/07/2021 21:54
Família torcendo pelo atleta da Capital que disputou prova nas Olimpíadas de Tóquio. (Foto: Marcos Maluf)
Família torcendo pelo atleta da Capital que disputou prova nas Olimpíadas de Tóquio. (Foto: Marcos Maluf)

O nadador campo-grandense Leonardo de Deus não subiu ao pódio dos 200 metros borboleta, disputado na noite desta terça-feira (27) nas Olimpíadas de Tóquio. O atleta ficou na sexta posição enquanto o ouro foi para o favorito da prova, Kristof Milak, da Hungria. Mas por aqui ele segue como campeão.

Na Capital, familiares do atleta se reuniram na Vila Morumbi, para acompanhar ansiosos cada segundo da participação do campo-grandense no Centro Aquático de Tóquio.

 Nyara da Cunha, prima do nadador. (Foto: Marcos Maluf) 
 Nyara da Cunha, prima do nadador. (Foto: Marcos Maluf)

Prima de Leonardo, a empresária e publicitária Nyara da Cunha, de 38 anos, comenta que a participação na olimpíada foi a realização de um sonho para o nadador campo-grandense.

“Desde quando nos vimos pela última vez, lá em 2019, o foco dele sempre foi esse, era Tóquio, tanto que ele até já tinha tatuado os arcos das olimpíadas no braço. Era decisivo para ele porque com 30 anos, seria o ápice da carreira dele, era algo que ele almejava muito e Deus é tão grandioso que chegamos na final”, comenta.

Com ou sem medalha, para a família o atleta já é um vencedor. "A gente sabia da dificuldade, mas o importante é chegar lá a vida continua, para nós ele é um eterno campeão. Poucos brasileiros chegaram onde ele chegou", exalta a tia do nadador, a funcionária pública Margareth Almeida de Deus, de 59 anos.

Margareth vê na participação do sobrinho nas olimpíadas, mais um motivo de orgulho, não apenas para a família, mas também para o Estado. “Nosso Estado é sempre lembrado pelo tráfico e pela corrupção então a gente fica muito feliz quando tem uma boa notícia no esporte”, comenta. Margareth conta que o apoio da família e especialmente dos país de Leonardo, sempre foi decisivo na trajetória do sobrinho.

Margareth Almeida de Deus, tia do nadador. (Foto: Marcos Maluf) 
Margareth Almeida de Deus, tia do nadador. (Foto: Marcos Maluf)

“A mãe dele chegou a se formar em Nutrição para apoiar ele. A natação é um esporte de milésimos de segundos, exige muita dedicação, não pode comer qualquer coisa, tem dormir bem, é tudo muito correto, mas ele sempre esteve muito focado e treinando muito”, diz.

A avó do atleta também acompanhou a prova de Bela Vista, e os pais de Leonardo, de São Paulo (SP). A pedido da organização do jogos olímpicos, a família gravou a torcida durante a prova para que Leonardo possa matar a saudade de casa.

Final - Leonardo de Deus avançou para a final dos 200m borboleta com a segunda melhor marca da sua bateria, com 1min54s97. O melhor tempo havia ficado com Kristof Milak, da Hungria, recordista mundial da prova, que venceu a bateria que Léo de Deus estava com 1min52s22.

Trajetória no esporte – Nascido em Campo Grande, Leonardo de Deus construiu uma carreira no esporte em Belém (PA), mas jamais se esqueceu de suas origens em Mato Grosso do Sul. Orgulho do esporte no Estado, Leo dá nome até ao Campeonato Sul-mato-grossense de Natação.

Tricampeão pan-americano, Leonardo já disputou as edições de 2012 e 2016 dos Jogos Olímpicos, nos 200 metros borboleta e nos 200 metros costas, mas em ambos não chegou às finais. Aos 30 anos, Leo tem a medalha de ouro no Mundial de Piscina Curta no 4x200m livre, duas pratas no Pan-Pacífico na prova de 200m borboleta.

Em Jogos Pan-Americanos são pelo menos nove medalhas, sendo tricampeão nos 200m borboleta e vencedor no 4x100m medley misto; prata no 4x200m e 4x100m livre, além dos bronzes no 400m livre e nos 200m costas (duas vezes).

O Brasil já conquistou 129 medalhas olímpicas até o início do evento disputado no Japão em 2021. Foram 373 atletas brasileiros premiados com o ouro, prata ou bronze no peito, levando para casa 426 medalhas. Dessas, cinco foram conquistadas por sul-mato-grossenses.

Pelo celular, família fala com avó do atleta que também acompanhou a prova de Bela Vista, e os pais de Leonardo, de São Paulo (SP).
Pelo celular, família fala com avó do atleta que também acompanhou a prova de Bela Vista, e os pais de Leonardo, de São Paulo (SP).


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