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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

19/10/2013 11:28

Portuguesa recebeu R$ 500 mil para não enfrentar Flamengo no Morenão

Vinícius Squinelo

Oficialmente, problemas com a grade de programação da TV aberta e o horário de verão tiraram o confronto entre Portuguesa e Flamengo em Campo Grande, porém um grupo de empresários bancou R$ 500 mil para tirar o confronto do Estádio Morenão e levar até Fortaleza (CE).

Marcado para o dia 27, e válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, o jogo chegou a ser confirmado há duas semanas na Capital de Mato Grosso do Sul. Na quinta-feira (17), após vender três mil ingressos, a partida foi transferida para a Arena Castelão, segundo o empresário da Xaxá Produções, Fabiano Rodrigues, que tentava realizar o evento em MS.

Segundo informações do blog do jornalista esportivo Julio Gomes, do Uol, a Portuguesa, que tem o mando de campo do jogo, vai receber R$ 500 mil, além de ter bancados os gastos de viagem, para enfrentar o Flamengo em Fortaleza.

Além dos R$ 500 mil e os gastos de viagem da Portuguesa, os empresários pagarão entre R$ 100 e 150 mil para a Arena Castelão. E terão um gasto com a organização do evento que vai girar entre R$ 80 e 250 mil, dependendo do público total. Se o estádio estiver lotado, com 50 mil pessoas, o investimento seria de aproximadamente R$ 900 mil. Os empresários terão lucro se a renda for maior do que isso.

Curiosamente, o grupo de empresários que tirou o jogo de Campo Grande foi o mesmo que promoveu Portuguesa e Corinthians na cidade.

No jogo de Campo Grande, entre Lusa e Corinthians, este mesmo grupo de empresários pagou R$ 750 mil à Portuguesa e o jogo teve uma renda de R$ 830425 (o público foi baixo, de 12316 pessoas).

Renda extra - Com pouco menos de quatro mil pessoas por jogo, a Portuguesa tem a pior média entre os mandantes do Brasileirão e vem arrecadando pouco. A diretoria adota, assim, uma estratégia de jogar diante de sua torcida os outros 17 jogos e fazer caixa nos dois duelos contra os clubes mais populares do Brasil. Além disso, o prejuízo esportivo não é tão grande assim. Em um jogo contra o Corinthians, a torcida lusa seria minoria absoluta no Canindé. Contra o Flamengo, o estádio costuma ficar dividido.

O dinheiro arrecadado com a venda do mando de jogo deverá ser utilizado para pagar jogadores e comissão técnica. O clube não está em dia com suas obrigações e, no último jogo realizado no Canindé, contra o Goiás, a torcida da Portuguesa presente ao estádio entoou cânticos cobrando da diretoria o pagamento de salários aos atletas.

Até agora, em 13 jogos no Canindé, a Portuguesa arrecadou um total de R$ 1096570, só que 44% desse valor veio em duas partidas, os clássicos contra São Paulo e Santos. A média de renda por jogo, contando os clássicos, é de R$ 84351 por partida. Se tirarmos os clássicos da conta, em 11 jogos no Canindé a Portuguesa teve uma arrecadação média de R$ 55458. Portanto, jogar contra o Flamengo em Fortaleza significa multiplicar os ganhos médios de um jogo quase por 10.



Eu disse em recente comentário postado aqui mesmo.. que futebol de hoje, é DINHEIRO! Nada mais que isso! Portanto, não podemos e nem, devemos criticar a Federação de Futebol.. porque os empresários sul-mato-grossenses não chamaram pra si essa responsabilidade? Certamente aparecerá algum internauta que criticará a FFMS, quando ela nada tem a ver com a mudança do local da partida.. e outra.. as duas equipes também não estão lá essas coisas não!!! MAS LEMBRE-SE.. FUTEBOL DE HOJE,.. É DINHEIRO! SÓ GRANA MESMO e em Cuiabá, tem dinheiro... aqui não... por falar nisso, o estádio Jaques da Luz, esta funcionando? Quem é o culpado, a FFMS? Fala Sério!
 
Gilson Giordano em 19/10/2013 11:56:57
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