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02/03/2017 06:00

De sem-terra a Chico Buarque, querem Lula lá de novo

Waldemar Gonçalves

Volta, Lula – Manifesto assinado por mais de 400 intelectuais chegou ontem às mãos de Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo que ele lance imediatamente sua candidatura à Presidência da República em 2018. O texto será submetido a uma plataforma digital para coleta de assinaturas de apoio.

Lá em Ponta – Foi em Mato Grosso do Sul que o ex-presidente Lula disse pela primeira vez, com todas as letras, que tentará voltar à Presidência em 2018. Foi no fim de agosto durante um evento com sem-terra no Assentamento Itamarati, em Ponta Porã.

Ele e Zeca – “Se o Lula falar que vai ser candidato em 2018, eu também sou a governador em 2018”, disse na ocasião o deputado federal e ex-governador José Orcírio, o Zeca do PT. Lula respondeu em seguida: “companheiro Zeca, já está convidado a ser governador”.

Dois mandatos – Lula foi presidente entre 2003 e 2010, sendo sucedido pela correligionária Dilma Rousseff, cassada ano passado, um ano e meio depois do início do segundo mandato. Zeca governou Mato Grosso do Sul de 1999 a 2007.

De sem-terra a Chico Buarque – No caso da viagem a Ponta Porã, o ex-presidente petista mostrou gozar de ampla popularidade em meio a um dos principais movimentos sociais que o apoia. Em relação ao manifesto, intitulado “Por que Lula?”, figuras como Chico Buarque, Martinho da Vila, Marieta Severo e Dira Paes estão entre os primeiros que o assinaram.

Relevância – O arcebispo de Campo Grande, dom Dimas Lara Barbosa, demonstrou seu interesse de que próximas campanhas da fraternidade sejam sobre ética. Ainda mais com políticos de Mato Grosso do Sul “no olho do furacão” em casos de corrupção no País.

Jeitinho bom – Para dom Dimas, o “jeitinho brasileiro” entrou na cultura do brasileiro e é um dos fatores que ajudam na crise ética que o País enfrenta. Ele defende que existe um lado positivo nisso, pois o “brasileiro é um cara que se vira”.

Jeitinho ruim – Por outro lado, tem o “quebra-galho”, “pistolão”, “toma lá, dá cá”. Estes, lembra o líder católico, também estão presentes em “tudo quanto é canto”.

Precavido – Na política, o arcebispo vê algo novo na movimentação popular em defesa de investigações e transparência, demonstração que o povo está cansado da “mesmice”. Embora ache cedo para dizer que a classe política está levando a sério “o grito das ruas”.

Cerrado e pantanal – Dom Dimas falou sobre estes assuntos ontem ao lançar a Campanha da Fraternidade deste ano. No tema central está a proteção dos biomas brasileiros que, em Mato Grosso do Sul, são principalmente o cerrado e o pantanal.

(com Richelieu de Carlo)

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Até parece que isso e possível,quanto a esses intelectuais vivem do ministério da cultura ficam com todo o dinheiro dessas leis que beneficiam alguns cantores em decadência.
 
Bonerge em 02/03/2017 15:28:58
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