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Jogo Aberto

Diretor do salário "em xeque" preside comissão "do uniforme"

Por Anahi Zurutuza e Aline dos Santos | 01/02/2021 06:00
Placa em frente ao TJMS (Foto: Campo Grande News/Arquivo)
Placa em frente ao TJMS (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Mais polêmica - Não só a prima do presidente do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas também servidor envolvido em polêmica que foi parar no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) faz parte de comissão criada por Carlos Eduardo Contar, o novo comandante do Judiciário estadual, para elaborar proposta de “padronização do vestuário” de servidores. Marcelo Vendas Righetti, que vai chefiar o “estudo”, é o funcionário ao alto escalão da Corte que recebeu R$ 89 mil, conforme valor bruto registrado em um de seus holeritas, por ter “vendido” suas férias.

À época – Em janeiro do ano passado, o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, pediu para o TJMS esclarecer porque o servidor teve o salário multiplicado em 17 vezes, considerando o vencimento efetivo, de R$ 5.036,63, para o cargo de analista judiciário. Além de ter “vendido” as férias, segundo explicou a Corte à época, Marcelo Righetti recebe adicionais por exercer cargo de diretor-Geral da Secretaria do TJMS.

A prima – Também faz parte da comissão encarregada de “criar os uniformes” para os servidores de quatro setores do Tribunal, Beatriz Maria Contar, prima do novo presidente, que teve o salário “turbinado” após a ascensão do desembargador.

A comissão - A responsabilidade do grupo é a “realização de estudo e elaboração de proposta de padronização do vestuário a ser adotada pelos servidores que atuam na Presidência, Vice-Presidência, Conselho Superior da Magistratura e Secretaria Judiciária do Tribunal de Justiça”. Eles têm prazo de 15 dias contados do dia 26 de janeiro para entregar uma proposta para a Presidência.

Prisão domiciliar - O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), converteu a prisão preventiva decretada contra o blogueiro Oswaldo Eustáquio em domiciliar. Depois de ser preso em Campo Grande, em junho do ano passado, o jornalista foi novamente alvo da PF (Polícia Federal) em novembro, porque, conforme a investigação, havia burlado medidas cautelares já impostas por Moraes, como a de não deixar Brasília sem autorização prévia e não utilizar redes sociais.

Regras – Além de não pode sair de casa, Eustáquio, que ganhou fama por defender o presidente Jair Bolsonaro, terá de usar tornozeleira eletrônica e está proibido de acessar redes sociais em nome próprio ou de sua assessoria de imprensa e de entrar em contato com diversas pessoas, como a deputada federal Carla Zambelli e os integrantes do movimento 300 do Brasil. Também não poderá receber visitas ou dar entrevistas, a não ser com autorização judicial.

“Livre” – Até ontem (31), o deputado estadual Jamilson Name (sem partido) não havia sido intimado da determinação do juiz Roberto Ferreira Filho de fazer o parlamentar usar tornozeleira eletrônica. De acordo com o advogado Gustavo Passarelli, o prazo de 24 horas para que o cliente procure a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e vista o equipamento de monitoração conta a partir da notificação.

Recurso - “Estamos analisando eventual recurso”, também afirmou o advogado do deputado. Desde 15 de janeiro, o deputado é réu por formação de organização criminosa, acusada de exploração do Jogo do Bicho e lavagem de dinheiro. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) afirma, a partir das investigações da Operação Omertà, que o parlamentar assumiu a chefia da loteria ilegal depois da prisão do pai e do irmão, Jamil Name e Jamilzinho, em 2019.

Berrante – Além de carro de som e pessoas fantasiadas de jacarés, em referência a comentário de Jair Bolsonaro sobre possível efeito colateral de vacina contra a covid, durante a carreata contra o presidente, também teve manifestante com berrante, outra ironia, já que por aí, os apoiadores do chefe máximo da nação são costumeiramente chamados de “gado”. O protesto foi realizado no fim da manhã de ontem em Campo Grande e várias outras cidades brasileiras.

Cartaz – E o que não falta na Capital é protesto. Há alguns dias, bunner “brotou” no viaduto da Ceará com a Afonso Pena e chama a atenção. O cartaz diz “#AnulaSTF... Julgamento justo para Lula” e faz parte de movimento que tomou as redes sociais desde que o The Intercept Brasil revelou ter havido interferência do então juiz federal Sergio Moro na Operação Lava-Jato.

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