Evento da Fiems vira vitrine eleitoral antes da campanha
Carona eleitoral - Ainda faltam meses para o início oficial da campanha, mas alguns movimentos já denunciam o clima de 2026. No convite para o lançamento do programa “Em Conta”, da Fiems e do Senai, quem aparece em destaque ao lado das instituições são o deputado estadual Paulo Corrêa (PL) e o ex-secretário Jaime Verruck, pré-candidato a deputado federal.
O peso da marca - A leitura política é inevitável. Em vez de protagonismo institucional, o evento ganha contornos eleitorais ao servir de vitrine para dois nomes que estarão nas urnas no próximo ano. Afinal, quando o logotipo do político divide espaço com a marca de entidades consolidadas, a mensagem que fica é clara: pegar carona na credibilidade da Fiems também faz parte da campanha.
De onde tiram? - Vereadores e deputados estaduais se superam na criatividade, criando datas aleatórias durante todo o ano. Agora a deputada Mara Caseira (PL) quer inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado de Mato Grosso do Sul o Dia Estadual do Movimento Mães que Oram pelos Filhos.
Seguem presos - Servidores concursados da Prefeitura de Rochedo, Fernando Passos Fernandes e Renato Franco do Nascimento - o primeiro, filho do atual prefeito da cidade, Arino Jorge Fernandes de Almeida - continuam sem poder voltar a ocupar seus cargos efetivos, apesar dos insistentes pedidos à Justiça. Alvos da Operação Malebolge, em fevereiro do ano passado, ambos atuavam no setor de licitações e foram afastados por suposto envolvimento no desvio de mais de R$ 10 milhões por meio de licitações fraudulentas para a compra de uniformes, merenda e outros materiais escolares.
Sem concurso - O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga a regularidade das contratações temporárias de professores nas redes estadual e municipal de Campo Grande. A apuração vai verificar se os vínculos atendem às situações excepcionais previstas na Constituição, além da conformidade com as metas do PNE (Plano Nacional de Educação).
Modus operandi - Também há entendimentos fixados pelo Supremo Tribunal Federal contra esse tipo de prática muito comum em Estados e município. O MPE quer saber se as contratações temporárias estão dentro dos limites legais ou suprem demandas permanentes da rede de ensino.
Compartilhando - Para atender a Guarda Civil Metropolitana, a Prefeitura de Campo Grande vai alugar 20 SUVs adaptados para segurança pública, por meio de adesão a uma ata de preços feita pelo governo de Pernambuco. O custo informado é de R$ 124,7 mil para o lote de veículos, com valor unitário de R$ 6,2 mil. Os carros devem ter giroflex, sirene, rádio digital e compartimento para presos.
Milionário – A Sanesul lançou licitação de R$ 25,1 milhões, para contratar empresa especializada em tecnologia da informação, para fornecer e manter a gestão eletrônica de documentos e fluxo de processos da companhia. A licitação não avaliará apenas o menor preço, mas também a qualidade técnica da empresa, que deverá ter um sistema para encaminhamento automatizado de documentos, suporte técnico, manutenção, entre outras funcionalidades. As propostas poderão ser protocoladas até dia 18 de agosto, com abertura da licitação no dia 19 de agosto.
Reverter a imagem - Uma lei criou, dentro do Conselho Nacional de Justiça, setor para para acompanhar se o Brasil cumpre decisões internacionais de direitos humanos. O país já levou puxões de orelha fora daqui por problemas como violência policial, situação de presídios, violações contra indígenas, demora em investigações e falta de proteção a grupos vulneráveis. Só em Mato Grosso do Sul, já são 60 suspeitos mortos em operações policiais.
Olho no DSEI - Portaria do Ministério da Saúde criou grupo para estudar a reestruturação dos DSEIs (Distritos Sanitários Especiais Indígenas), sem citar unidades específicas. Em Mato Grosso do Sul, o tema tem peso extra: o DSEI-MS é considerado o maior do país e atende mais de 80 mil indígenas em aldeias e áreas de acampamento. Com 14 polos-base e atuação em regiões como Amambai, Dourados, Ponta Porã, Miranda e Corumbá, qualquer mudança pode afetar transporte, equipes, atendimento e acesso à saúde. A portaria, por enquanto, só abre estudo.

