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Jogo Aberto

Kemp e Catan sobem tom para alegria de plateia jovem

Por Fernanda Palheta e Maristela Brunetto | 15/05/2026 06:00
Kemp e Catan sobem tom para alegria de plateia jovem
Sessão depois dos ânimos já tranquilos na manhã de ontem (Foto: Fernanda Palheta)


Quiprocó - Sessão desta quinta-feira (14) na ALEMS ferveu com clima de embate eleitoral polarizado. O estopim foi a repercussão dos áudios vazados envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, assunto levado à tribuna pelo deputado estadual Pedro Kemp.

Stand up - Kemp não economizou no tom crítico e misturou ironia, sarcasmo e referências pop no discurso. Em um dos momentos mais comentados, comparou a situação à polêmica da marca Ypê e disse que “não haveria detergente suficiente” para limpar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos corredores, colegas classificaram a fala como um verdadeiro stand up político.

Provocações - Mas o clima esquentou de vez depois da resposta do bolsonarista João Henrique Catan, que tentou rebater o discurso, mas acabou partindo para o lado pessoal ao relembrar um episódio antigo em que Kemp caiu em uma blitz de trânsito e recusou o bafômetro, insinuando que o petista estaria bêbado. A provocação gerou reação imediata de Kemp, que, aos gritos, cobrou limites no debate. O bate-boca rapidamente tomou conta do plenário e exigiu intervenção de outros deputados, inclusive aliados do PL, para evitar que a discussão saísse ainda mais do controle.

Plateia animada - Desta vez, porém, o público não era formado apenas por assessores e servidores circulando pelos corredores. Estudantes de Direito acompanhavam a sessão e acabaram virando uma espécie de plateia involuntária do confronto. Risadas, celulares erguidos e reações a cada troca de farpas deram ao ambiente um clima mais próximo de espetáculo político do que de uma sessão legislativa comum.

Calma nessa hora - No encerramento, o presidente da Assembleia, deputado estadual Gerson Claro, tentou baixar a temperatura. Reconheceu que a aproximação das eleições deve deixar os debates mais tensos, mas pediu que os parlamentares priorizem propostas e discussões úteis para a população. Já Catan soltou a bomba contra Kemp, virou as costas e deixou a sessão.

Dia de comemoração - O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, completou 32 anos de casamento com a primeira-dama Mônica Riedel nesta quinta-feira (14). Nas redes sociais, o progressista celebrou as Bodas de Pinho. “O casamento é a soma dos detalhes do dia a dia, da caminhada lado a lado e da escolha de seguir juntos”, escreveu. A programação, porém, foi de trabalho. O governador passou quarta e quinta-feira em agendas no interior, percorrendo sete cidades da região Cone-Sul do Estado.

“Arquivada” - O MPMS arquivou a notícia de fato que apurava denúncia de candidatos que alegaram prejuízo durante a aplicação do concurso público da ALEMS. Segundo o promotor Paulo César Zeni, o MPMS reconheceu que houve interrupção de energia. A falha começou em cinco salas e depois atingiu outras 11, mas o órgão concluiu que não houve comprovação de prejuízo coletivo ou generalizado capaz de justificar a anulação do certame ou atuação coletiva do Ministério Público.

Baixo impacto - O MPMS apontou que foram adotadas medidas emergenciais durante a prova, como abertura de janelas, uso de lanternas pelos fiscais e instalação de iluminação de emergência. O órgão também considerou dados apresentados pela Fundação Carlos Chagas, segundo os quais os candidatos que fizeram prova no IFMS tiveram média superior à média geral do concurso, o que afastaria a presunção de prejuízo coletivo. Outro ponto destacado foi que 487 candidatos teriam sido afetados diretamente, o equivalente a 6,6% do total.

Só Glock - A PCMS oficializou a padronização das armas de porte utilizadas pela corporação e passará a adotar exclusivamente pistolas calibre 9x19 mm da fabricante Glock. Com a decisão, futuras aquisições de pistolas pela Polícia Civil ficam restritas ao sistema da Glock. Na justificativa, a corporação afirma que a padronização busca reduzir custos, otimizar treinamentos e melhorar a integração operacional entre equipes.

Padronizando - A PCMS também cita alinhamento técnico com a Polícia Federal, a PRF e a PCMT, que já utilizam o mesmo sistema. Segundo a portaria, o uso de uma única plataforma de armas garante “maior segurança jurídica e operacional” e reduz gastos com instrução e capacitação de policiais.