Na saída, Razuk homenageia PM acusado de homicídio
Reconhecimento - O agora ex-deputado estadual Neno Razuk deixou uma contribuição antes de apagar as luzes do gabinete na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). Ele encaminhou moção de congratulação ao cabo da PM (Polícia Militar) Waldiner Borges da Conceição, em “reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública e à sociedade sul-mato-grossense”.
Histórico - No requerimento Razuk alega que o militar ajudou a salvar uma recém-nascida de 19 dias, que não respirava, em 25 de dezembro de 2022. De serviço no 190, ele orientou o pai da bebê a fazer os primeiros socorros. A outra ação ocorreu em janeiro de 2026, durante folga, quando interveio em caso de “extrema gravidade na BR-163, no trecho entre Juti e Caarapó”, conforme o requerimento.
Acusação - O policial é réu em ação penal que tramita na 1ª Vara de Maracaju. Em dezembro de 2021, Waldiner atirou contra Douglas Souza Mendonça em frente a uma boate, e a vítima morreu no local. A defesa alega legítima defesa, mas o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) sustenta que imagens afastam essa versão e acusa o PM de homicídio qualificado. A denúncia afirma que houve discussão, agressão e disparo, com qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O último andamento foi de nova diligência determinada pela Justiça.
Rolezim - Não é de hoje que a advogada e influencer Deolane Bezerra aparece ligada a nomes considerados da alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um exemplo da conexão ocorreu em Campo Grande, em 4 de maio de 2023. Deolane esteve na cidade para visitar o megatraficante Caio Bernasconi Braga, conhecido como “Alemão” ou “Fantasma da Fronteira”, na carceragem da PF (Polícia Federal).
Visita - Naquele período, o Campo Grande News apurou que Deolane esteve duas vezes na Superintendência da PF na Capital, pela manhã e no fim da tarde de uma quarta-feira, para visitar “Fantasma”. Ela não figurava como advogada contratada para a defesa do preso, investigado por atravessar carregamentos de cocaína do Paraguai e enviar a droga em contêineres de frutas destinados à Europa.
Disputa interna - O MPMS abriu prazo de três dias para escolher quem vai ocupar a 16ª Promotoria de Justiça de Campo Grande. Primeiro, a vaga será oferecida a promotores que já estão na entrância final e querem mudar de promotoria, pelo critério de antiguidade. Se ninguém se interessar, o cargo poderá ser preenchido por promoção de promotores da entrância especial, pelo critério de merecimento. O aviso é assinado pelo procurador-geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior.
Modelando - Não teve quem não comentasse o figurino do governador Eduardo Riedel (PP) durante visita à Showtec, em Maracaju, neste domingo. Para enfrentar o frio de 18°C, ele apostou em um casacão da Sapé Agro, empresa que atua na pecuária de corte com seleção de animais da raça Brangus. “Ganhei dos meus guris, cara (...) estou patrocinado hoje”, brincou.
Filho da terra - O cantor Di Ferrero participou de uma corrida no fim de semana em Campo Grande e aproveitou para exaltar a terrinha. “Eu cheguei e vi dois tucanos. Que cidade você tem essa possibilidade de ver tantos animais, uma cidade arborizada?”, disse. Di também deu uma forcinha para tirar da Capital a imagem de clima extremo que costuma acompanhá-la na maior parte do ano. “A galera só lembra de calor, mas quem vem mais pra cá sabe que à noite, às vezes, dá uma esfriadinha que é gostosa”.
Vai ficando aí - Até agora, o engenheiro Paulo Eduardo Cançado Soares não foi oficialmente nomeado para assumir a SISEP (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Ele está tocando o barco desde o início de abril, quando o então titular, Marcelo Miglioli, deixou o cargo para a disputa eleitoral. No fim de semana, a prefeita Adriane Lopes manteve a situação no limbo extraoficial. “Paulo está na Sisep e é o secretário de obras hoje; a gente está organizando para dar certo, tá?”.
Conta na pauta - O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) julga nesta segunda-feira, 25, a prestação de contas de R$ 1,6 milhão da campanha de Michela Dutra a deputada federal nas eleições de 2022. No processo, a PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) sustenta que contratos de campanha trouxeram descrições genéricas, como “cabo eleitoral”, “adesivagem” e “panfletagem”, sem detalhar tarefas, locais, carga horária ou metas. A procuradoria pede a desaprovação das contas, com devolução integral ou, subsidiariamente, de R$ 430,4 mil. A coluna não conseguiu contato com a defesa da ex-candidata.


