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Jogo Aberto

Déjà vu

Por Jogo Aberto | 09/02/2011 06:00

Depois da apresentação da banda Sossega Leão, ontem, no lançamento do projeto Arte e Cores no Paço de fevereiro, o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, fez graça com a polêmica da Lei do Silêncio, que estava sendo votada na Câmara. “Daqui a pouco, não vai mais poder tocar bandinha e nem falar alto”, disse.

Nelsinho disse ontem que só receberá a planilha sobre a tarifa de ônibus feita pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) na segunda quinzena deste mês. Somente então será possível definir o novo valor do passe.

A disputa continua. Após o governador André Puccinelli (PMDB) afirmar que está pronto para “derrotar” o arquirival Zeca do PT na disputa para o Senado em 2014, o ex-governador petista respondeu pelo Twitter. “Faço questão de reafirmar: 'Verás que um filho teu não foge à luta!'”, disse. “Sou militante do PT, e quando o PT me convocar eu estarei pronto”.

O vereador Paulo Pedra (PDT) baixou o nível ao ser perguntado pelo vereador Clemêncio Ribeiro (PMDB) sobre porque estava criticando o valor do IPTU depois de ter voltado a favor. Pedra disse que votou favor com base nos números da Prefeitura, mas que o reajuste teria sido maior do que o apresentado e questionou se Ribeiro não teria "capacidade mental para entender isso".

O presidente da Câmara, Paulo Siufi (PMDB), chegou a pedir para Paulo Pedra retirar as ofensas de seu pronunciamento. Pedra acabou concordando e admitiu que havia exagerado.

Depois, o vereador Clemêncio Ribeiro teve que se ausentar por causa de um mal estar, mesmo com a votação da mudança na Lei do Silêncio na pauta. O próprio Paulo Siufi (PMDB), que é médico, fez o comunicado, explicando que Ribeiro estava com febre.

O vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB) venceu uma enquete para prefeito de Campo Grande com 41,29% dos votos, superando Paulo Matos (PP), Vander Loubet (PT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Antonio João (PTB), Edson Giroto (PR) e Reinaldo Azambuja (PSDB). A enquete não teve grande proporção, mas a equipe de Edil não perdeu tempo e já saiu divulgando, afinal, a campanha está aí.

O Senado desarquivou ontem a proposta que torna crime a discriminação de homossexuais. O projeto de lei altera o Código Penal e a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), tipificando como conduta criminosa a dispensa do trabalhador em função de sua orientação sexual. A pena prevista é de até cinco anos de prisão para os homofóbicos.

Apesar de aprovada em convenção pela maioria do partido, a aliança com o DEM continua enfrentando resistência no PT. O 1º candidato ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores no Mato Grosso do Sul, Geraldo Biancatelli, que é um dos fundadores da legenda, resolveu abandonar o partido por não concordar com a aliança.

Mas o primeiro fundador do PT a anunciar a desfiliação foi o professor Enio Ribeiro de Oliveira. Ele estava no partido há 23 anos e havia sido presidente do diretório municipal douradense por duas vezes (1989-1990 e 1999-2001).