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Quadrilha da bola cita nomes da política como "chupim" e "171"

Por Anahi Zurutuza e Caroline Maldonado | 07/06/2024 06:00
Franciso Cezário, um dos 12 denunciados após Operação Cartão Vermelho. (Foto: Arquivo)
Franciso Cezário, um dos 12 denunciados após Operação Cartão Vermelho. (Foto: Arquivo)

Timão - Dois nomes da política estadual são citados pela “quadrilha da bola” em conversas interceptadas durante a investigação que levou à cadeia Francisco Cezário e denunciou outros 11 por esquema de desvios na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. Diga-se de passagem, um time completo com técnico e tudo.

Chupim 171 - De maneira nada cordial, os citados são chamados de “171” e “chupim”. Um deles recebe dinheiro para “não resolver nada”. O bate-papo grampeado foi entre o sobrinho de Cezário e “tesoureiro” informal do timão, Umberto Alves Pereira, também preso durante a Operação Cartão Vermelho, e um amigo.

Fonte do Gaeco – Além de interceptações telefônicas, análise das contas bancárias dos alvos e trabalho em campo, a denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) também se baseou em pesquisas feitas em “fontes abertas”. Uma delas é o Campo Grande News. Pelo menos três matérias do jornal foram citadas na peça assinada pelos promotores Gerson Eduardo de Araújo, Tiago Di Giulio Freire, Moisés Casarotto e Antenor Ferreira de Rezende Neto.

Passado – Uma das publicações é de 2021, quando o Gaeco sequer havia aberto investigação para verificar para onde ia o dinheiro da FFMS. A reportagem apontava que Cezário teve o “salário” dobrado, mesmo comandando o “pior futebol do país”.

Troca - Ocupando a vaga do vereador afastado Claudinho Serra (PSDB), o publicitário Giancarlo Sandim (PSDB) não conseguiu assumir o posto do titular na Comissão Permanente de Ética e Decoro Parlamentar. No lugar, ficou o vereador Roberto Avelar (PP). Isso porque o partido Progressistas tem a maior bancada na Câmara Municipal desde a janela partidária, período em que os parlamentares mudaram de siglas.

Tudo ok - Sobre o assunto, Sandim amenizou dizendo que o foco é ocupar outros espaços para fazer seu trabalho. Ele ficou nas Comissões Permanentes das Causas Indígenas, de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e Direitos Humanos, de Segurança Pública e a de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais.

Tempo curto - A Prefeitura de Campo Grande está ficando sem tempo para inaugurar a Vila da Melhor Idade, o que só pode ocorrer antes da eleição. O prazo para a prefeitura fazer entregas conforme o calendário eleitoral termina no início de julho, mas pelo andar da obra, não será possível cumprir a meta.

Mais recurso - Nesta quinta-feira (6), foi publicado acréscimo de R$ 115,6 mil no valor do contrato da vila, que passa de R$ 9,7 milhões para R$ 9,8 milhões, por causa de readequação físico orçamentária. A obra, na esquina da Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao Horto Florestal, já está quase acabada por dentro, mas ainda falta bastante coisa e deve levar pelo menos três meses, na avaliação do vereador Valdir Gomes (PP), que acompanha de perto a execução.

Apoio de peso - O Governo do Estado vai destinar R$ 2,8 milhões para apoio à ampliação de empresa em Iguatemi. O programa Pró Desenvolve tem um fundo para incentivo e a Semadesc formulou convênio com a Prefeitura para a aquisição de 18 hectares para atender a Agroindustrial Iguatemi, que pretende expandir. Publicação do convênio aponta que ele atende a política de desenvolvimento econômico em municípios com escassa concentração industrial e oferta de empregos.

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