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Arquitetura

Antônio fez casa da década de 90 “brilhar” com portão de garrafas pet

Na Rua dos Ferroviários, seu Antônio pegou um monte garrafas pet, encheu de água e resolveu prencher seu portão com elas

Por Lucas Mamédio | 16/10/2020 06:53
Seu Antônio em frente ao portão de sua casa (Foto: Silas Lima)
Seu Antônio em frente ao portão de sua casa (Foto: Silas Lima)

Seu Antônio esperava sentado um caminhão de pedra que será usado para construção de uma nova casa, feita no lugar da que morou durante 30 anos na Rua dos Ferroviários.

Essa “reforma”, que no fundo é uma mudança radical, não vai chegar ao portão, principal atrativo da casa de seu Antônio Ferreira Pinto, de 73 anos. Ex-ferroviário, o aposentado preencheu o espaço vazio de sua grade da frente com 187 garrafas pets entre verdes e transparentes, cheias de água.

As garrafas ficam presas na vertical por um arame e são colocadas intercalando as cores. O portão, principalmente com a incidência do sol, parece brilhar e dar um aspecto cristalizado à fachada da casa.

Seu Antônio costuma ficar sentado em frente de casa (Foto: Silas Lima)
Seu Antônio costuma ficar sentado em frente de casa (Foto: Silas Lima)

“Eu coloquei essas garrafas porque tinha mandado instalar uma placa de ferro no portão da garagem pra tampar onde fica o carro, mas pra colocar no portão inteiro ia ficar muito caro, então tinha que arrumar uma alternativa, e a que pensei foi essa: pegar umas garrafas de plástico vazias, encher de água e prender no portão”, explica seu Antônio.

Ele conta que muitos curiosos param pra conhecer e perguntar como e por que ele fez a “decoração” com as garrafas. “Já veio uma turma inteira de uma escola aqui fazer um trabalho sobre reciclagem e usar como um dos exemplos meu portão”.

Seu Antônio prendendo uma garrafa no portão (Foto: Silas Lima)
Seu Antônio prendendo uma garrafa no portão (Foto: Silas Lima)

Seu Antônio mora com a esposa e o filho. Ele conta que pega as garrafas de onde consegue. “Meus vizinhos dão algumas, outras eu mesmo consumo”. Ainda falta uma pequena parte a ser preenchida.

Antes das pedras chegarem, seu Antônio estava no terreno bem em frente sua casa para plantar umas ramas de mandioca. O terreno, que é da união, recebe os cuidados do ex-ferroviário desde 1994. “Eu planto mandioca, banana, manga, limão, cana. Tem coisa que até vendo aqui.

Sobre a possibilidade de se desfazer das garrafas depois da nova casa estar pronta, Antônio diz: “Ela vão ficar aí pra sempre agora. Transformaram minha casa que não era tão bonita. E agora que vou fazer uma nova, vai ficar mais bonita ainda”.

Seu Antônio também cuida de um terreno em frente de casa (Foto: Silas Lima)
Seu Antônio também cuida de um terreno em frente de casa (Foto: Silas Lima)

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