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Arquitetura

Beira de estrada inspira bar, que é cheio de neon e ideias de decoração

Além do cardápio com carnes feitas na parrilla, arquitetura do lugar destoa e fisga cliente entediado

Por Thailla Torres | 11/03/2021 06:05
Neon se destaca em uma dos ambientes do restaurante (Foto: Janaina Lott)
Neon se destaca em uma dos ambientes do restaurante (Foto: Janaina Lott)

Todas as ideias que surgiram foram para o bar. O presente do avô de um amigo, a motocicleta antiga da coleção, a bacia de alumínio que muita família ainda guarda. O que apareceu na imaginação de um grupo que assina o projeto virou decoração inspiradora em um novo bar, situado na Avenida Ministro João Arinos, em Campo Grande.

Nesta semana, uma turma de amigos inaugurou o Oldsheep, um restaurante que, apesar do nome e identidade visual fazerem referência à ovelha, tem uma diversidade de carnes no cardápio, até frutos do mar preparados na parrilla.

O estabelecimento surgiu após muita conversa jogada fora entre João Pedro Dias, Raphael Cance, Rodrigo Borges, Thiago Dantas e José Fernando Peralta, hoje sócios proprietários que reuniram o gosto por uma cultura, segundo eles, “custom, underground e vintage” com a ideia de saborear uma boa carne de parrilla.

Inspirado em celeiro, estrutura da fachada é revestida com zinco enferrujado (Foto: Arnaldo Muniz)
Inspirado em celeiro, estrutura da fachada é revestida com zinco enferrujado (Foto: Arnaldo Muniz)

Mas é a arquitetura que destoa e fisga qualquer cliente entediado. Assinado pelos escritórios Casulo Arquitetura e Dias e Peralta, o projeto é chamativo logo na fachada, que exibe, às vezes, carros antigos dos donos.

A estrutura foi inspirada nos celeiros estadunidenses e feita com zinco enferrujado “artesanalmente”, através de um processo químico para que chegasse à tonalidade desejada da arquiteta Janaina Peserico, da Casulo.

O mesmo material foi usado como revestimento em algumas paredes do interior do ambiente, dando um clima mais despojado à decoração.

Ao passar pela porta “bruta” de madeira, logo se vê que peças de luxo seriam algo descabido no ambiente. O que surpreende são ideias que provam que dá para ser autêntico sem gastar muito.

Balcão que abriga a parrilla é o coração da casa e tem iluminação especial para simular brasa (Foto: Janaina Lott)
Balcão que abriga a parrilla é o coração da casa e tem iluminação especial para simular brasa (Foto: Janaina Lott)
Decoração mistura elementos rústicos e industriais (Foto: Janaina Lott)
Decoração mistura elementos rústicos e industriais (Foto: Janaina Lott)

Pelos dois espaços, interno e externo da casa, há muita ideia para copiar na levada “faça você mesmo” ou para encomendar a algum prestador de serviços de confiança. Como no banheiro feminino e masculino em que as cubas foram feitas com bacias de alumínio e acopladas em troncos de madeira ou prancha.

Outra solução econômica está na adega central, próxima ao bar. Feita com bloco de concreto sem nenhuma pintura, os espaços para acomodar os vinhos foram feitos com vergalhões, facilmente encontrados em lojas de materiais de construção.

Também é um lugar para quem deseja tomar coragem e reaproveitar peças abandonadas. Em uma das paredes, por exemplo, há uma motocicleta de “mil novecentos e bolinha” com lataria enferrujada que chama atenção logo de cara. Assim como uma bicicleta antiga, e fofa, que foi presente do avô de um amigo e virou elemento decorativo principal no caixa.

Economia parece ter sido palavra chave entre os amigos, por isso, no projeto não faltaram ideias sobre reaproveitamento ou elementos de baixo custo. “Quando chegamos aqui, por exemplo, havia um piso branco que destoaria do projeto. Mas trocar também ficaria muito mais caro, por isso, investimentos na pintura dele com textura de cimento queimado. Deu o tom que nós desejávamos e saiu mais barato”, explica a arquiteta.

Área externa com mesas de piquinique e catavento que chamam a atenção (Foto: Janaina Lott)
Área externa com mesas de piquinique e catavento que chamam a atenção (Foto: Janaina Lott)

As luminárias também foram desenhadas por Janaina e dão luz e sombreamento ao mesmo tempo sobre as mesas. No quesito iluminação ela também abusou do neon, remetendo a decoração dos bares de beira estrada nos Estados Unidos, onde o neon nunca falta. “Esse clima que mistura industrial e rústico dos bares era um desejo dos sócios nesse projeto”, justifica.

Outro ponto de destaque, considerado pelos donos o “coração da casa” é o balcão que abriga a parrilla, com aproximadamente 6 metros de comprimento horizontal. Ele possui um vazio que foi preenchido com carvões. À noite, na base há uma luz vermelham que é acesa dando impressão que o balcão é todo revestimento de brasas.

O palco também é inspirado em um celeiro e no ambiente externo há mesas de piquenique, embaixo de varal de luzes que proporciona todo charme de “quintal”.

Uma variedade de carnes é preparada na parrilla (Foto: Arnaldo Muniz)
Uma variedade de carnes é preparada na parrilla (Foto: Arnaldo Muniz)

Menu – O cardápio é variado. De entrada a sugestão é o croquete de cordeiro. Preparados na brasa têm legumes, uma variedade de cortes bovinos, inclusive porção de língua bovina cozida e finalizada na parrilla. Tem também linguiças artesanais e até porção de frutos do mar também na parrilla. Aos apaixonados por lanche não falta hambúrguer e há opção com linguiça e carne de porco.

O local abre todos os dias e fica na Avenida Ministro João Arinos, 527 – Tiradentes.

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