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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

15/01/2017 08:26

Para refrescar ambientes, marceneiro construiu casa em forma de pentágono

Casa ganhou decoração rústica e trabalhos em madeira inspirados na arte celta

Thailla Torres
Marceneiro há 20 anos, Jacinto é apaixonado pela arte celta e construiu a própria casa em forma de pentágono. (Foto: Luciano Justiniano)Marceneiro há 20 anos, Jacinto é apaixonado pela arte celta e construiu a própria casa em forma de pentágono. (Foto: Luciano Justiniano)

Depois de muito viajar pelo Brasil e tentar profissões que o fizessem feliz, Jacinto Lopes Duarte, de 43 anos, se realizou na madeira. Marceneiro há 20 anos, o talento para a profissão ficou evidente na reforma da casa, quando realizou a vontade de um lugar diferente. 

Vivendo atualmente em Miranda (MS), Jacinto não é arquiteto, mas se atreveu a construir sua casa em forma de pentágono, justificando o gosto pelo trabalho artesanal e as dificuldades com o clima quente.

"Queria algo bem refrigerado, essa região do Estado é muito quente e nesse formato, ela cria várias situações de ventilação, diferente das casas tradicionais que não são em todos os pontos que ventilam", explica.

A área central ficou com a sala, que dá visão para todos os outros cômodos da casa. (Foto: Luciano Justiniano)A área central ficou com a sala, que dá visão para todos os outros cômodos da casa. (Foto: Luciano Justiniano)

Com paredes de alvenaria, as arestas, janelas e decoração são todas de madeira. De modo que a casa ganhou um tom rústico do lado de dentro e por fora chama atenção pelo formato.

No projeto geométrico, a área central é ocupada por enorme sala de recepção com sofás, mesa e escadaria que dá acesso a mini sótão. Pela formato, surge do centro a perspectiva para todos os cantos da casa, que tem três quartos, sala, cozinha e varanda.

Essa não foi a primeira vez que o marceneiro se dedicou à construção. Antes de se mudar para Miranda, fez uma pousada no mesmo estilo em Bodoquena. "Fiquei cinco anos construindo por lá, usamos muitas pedras e com isso evitamos manutenção. A pedra tem uma durabilidade gigante e por isso usei ela no revestimento da minha casa, do lado de fora. Por isso tem aspecto natural", explica.

Os móveis e a decoração também saíram das mãos de Jacinto. "Madeira virou uma terapia e realização pessoal. Em todos os trabalhos que já tive, nunca me encontrei da mesma forma que na marcenaria. Me causa prazer cortar e esculpir cada móvel. Quando eu comecei, sempre que terminava alguma peça as pessoas gostavam e decidi investir", conta.

Casa em formato de pentágono vista do lado de fora. Casa em formato de pentágono vista do lado de fora.

E olha que Jacinto já teve muitas experiências na vida. Durante alguns anos, foi garimpeiro no Mato Grosso e Roraima. Comenta que enfrentou desafios até voltar para a família que sempre viveu em Mato Grosso do Sul. 

"Foi uma experiência difícil, garimpo tem coisas boas e ruins. Lá, ou você está pobre ou rico, mas é bastante peso. Até ganhei uma grana, mas não tive muito resultado e acabei voltando. Já fui vendedor, garimpeiro e dono de lanchonete, até encontrar meu caminho na marcenaria", lembra.

Nota-se o talento pela maneira com que Jacinto trabalha. Dentro de casa, as portas ganharam desenhos inspirados no estilo celta, com figuras abstratas. "É o estilo que eu mais admiro. Claro que na marcenaria chega um momento que a gente tem que mudar o estilo e o foco do que se produz, mas na arte celta, sempre achei os desenhos fantásticos para a época. Por isso, quis algumas partes da casa com esses desenhos", justifica.

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Cabeceira da cama. Cabeceira da cama.
Escadaria que ficou ao centro, dá acesso à um sótão usado como sala de leitura. (Foto: Arquivo Pessoal)Escadaria que ficou ao centro, dá acesso à um sótão usado como sala de leitura. (Foto: Arquivo Pessoal)
Casa vista no quintal dos fundos. (Foto: Arquivo Pessoal)Casa vista no quintal dos fundos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Detalhe da fachada feita com pedras que Jacinto encontrou em Bodoquena. (Foto: Arquivo Pessoal)Detalhe da fachada feita com pedras que Jacinto encontrou em Bodoquena. (Foto: Arquivo Pessoal)


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