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Arquitetura

Casa Cor tem até pastilhas banhadas a ouro na garagem

Por Ângela Kempfer | 30/08/2011 14:23
Garagem com pastilhas banhadas a ouro ao fundo. (Fotos: João Garrigó).
Garagem com pastilhas banhadas a ouro ao fundo. (Fotos: João Garrigó).

Uma garagem com pastilhas banhadas a ouro nas paredes é um luxo de Casa Cor. A mostra bienal de arquitetura e paisagismo de Mato Grosso do Sul está pronta e hoje foi apresentada à imprensa e aos jurados. Nos 34 ambientes, assinados por 62 profissionais, há muito glamour, pouco artesanato e algumas peças recorrentes.

Os jardins verticais, por exemplo, que já não são novidade no paisagismo, abrem o hall de entrada e aparecem na sala de jogos, no espaço gourmet, na sala de banho e, de novo, na garagem.

No hall, o sistema é mais complexo. Ao contrário dos outros cômodos onde a irrigação é manual, na entrada foram 4 mil reais investidos em 150 vasos com renda portuguesa e outros 3 mil reais para o sistema que garante água as plantas com esquema de gotejamento.

Hall de entrada com jardim vertical.
Hall de entrada com jardim vertical.
Sala de Jogos e samambaias.
Sala de Jogos e samambaias.
Espaço Gourmet, com plantas no centro da mesa.
Espaço Gourmet, com plantas no centro da mesa.

No espaço gourmet, os jardins estão na vertical, mas também oferecem no centro da mesa de varanda os temperos para as refeições. Hortelã, alecrim e manjericão são colhidos na hora. Ao lado, jabuticabeiras em vasos.

Também há lareiras com lenha ou gás, dentro e fora da casa, além de pianos para o tom cinematográfico.

Na sala de jantar da Casa Cor, o piano é branco, a mesa moderna e o armário com cristais antigo e vermelho, ao lado de bandejas de prata fixadas na parede. No teto, ondas de gesso, com a iluminação delicada.

Sala de jantar, com piano branco ao fundo.
Sala de jantar, com piano branco ao fundo.
Quarto do rapaz.
Quarto do rapaz.
Na cozinha do loft, lustre tem inspiração nos vikings.
Na cozinha do loft, lustre tem inspiração nos vikings.

No loft de Pedro Scalise, o instrumento musical ganhou a estampa de zebra, com o lustre de glamour idêntico. A explicação vem de longe, da Escandinávia. “No século 3, um navio saiu da África e se perdeu. O único animal que chegou vivo ao continente foi a Zebra. Por isso temos aquela expressão no Brasil: Deu zebra”.

Os vikings, criadores do botão e das tachas quadradas, inspiraram paredes com pastilhas retas e até um dos grandes lustres.

Na cozinha do loft há galinhas, cestos, vime e tons vermelhos turquesa, tomados das falésias e do mar escandinavo.

Como a região é a de maior incidência de arco-íris no mundo, diz o “quase historiador” Pedro Scalise, o mesmo colorido foi reproduzido em uma das paredes em quadros pintados por ele.

Esculturas, castiçais, cristais e grandes bustos, também integram o loft que, no alto, exibe um “buquê” lembrando uma enorme cerejeira.

“Brinco sempre que parece que estamos na Disneylândia. A diversão está nos detalhes”, comenta o amigo do arquiteto, empresário André Furquim.

A sala tem cores do arco-íris da Escandinávia.
A sala tem cores do arco-íris da Escandinávia.

Visita ilustre na premier da mostra, a vice-governadora Simone Tebet é uma das clientes de Pedro Scalise. Para os que ficam perturbados com a criatividade do arquiteto, ela dá o testemunho.

“Minha casa em Três Lagoas é rústica e meu apartamento aqui em Campo Grande é moderno, feito pelo Pedro. Ele me conhece bem, sabe o que gosto, e eu adoro o resultado.”

Garagem tem até bicicleta da BMW.
Garagem tem até bicicleta da BMW.

Garagem de luxo–Cada ambiente tem o conceito definido a partir de uma personalidade escolhida pelos organizadores da mostra. O “dono” da garagem, por exemplo, é rico e do tipo rebelde, que gosta de música e velocidade e transformou o quintal em um espaço de diversão.

Além do carro e da moto, até a bicicleta estacionada no ambiente de Deise Bigolin é da BMW.

O luxo que a presença da marca exige segue com pastilhas cerâmicas banhadas a ouro na parede, que serve de fundo para uma bateria. Os móveis modernos vieram de São Paulo e apenas uma das cadeiras custa 7 mil reais.

“É claro que é um ambiente caro, mas aceita perfeitamente adaptações com materiais mais populares que dão efeito muito parecido. A mostra serve para apresentar todas as possibilidades”, avalia a arquiteta.

Em outra parede, as pastilhas que parecem ser de coco são na verdade cimento com impressão em HD, a textura é perfeita e até bem de perto parecem ser naturais. “A fábrica fez especialmente para a Casa Cor”, diz Deise.

Casa Cor tem até pastilhas banhadas a ouro na garagem

Visitas - A Casa Cor será aberta ao público no dia 2 de setembro, com visitação a partir das 16h às 22h até o dia 19 de outubro. O ingresso custa R$ 20,00 ( inteira). O espaço também tem restaurante, café, bar e loja. Para visitar apenas os ambientes externos, a partir das 20h, e entrada é de R$ 16,00.

A mostra fica na rua Abdul Kadri, 104, bairro Chácara Cachoeira.

Casa Cor tem até pastilhas banhadas a ouro na garagem
Casa Cor tem até pastilhas banhadas a ouro na garagem
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