Com arte realista, Jorge homenageia cidade que o acolheu há 15 anos
Artista baiano pinta as belezas naturais que conheceu só quando veio morar em Mato Grosso do Sul
Com traços que impressionam pelo nível de realismo, o artista Jorge Santos, de 36 anos, encontrou na pintura uma forma de homenagear a cidade que o acolheu há 15 anos. Natural da Bahia, ele se mudou para Aparecida do Taboado e, desde então, passou a retratar em telas com pontos turísticos do Município e paisagens do Pantanal, um cenário de natureza que até então ele não conhecia.
Autodidata, Jorge nunca fez curso de desenho ou pintura. Segundo ele, foi na juventude que surgiram os primeiros traços. “Eu comecei fazendo desenhos a lápis, no papel, desenhando rostos. Via algumas coisas na TV e tentava reproduzir”, conta.
Com o tempo, a curiosidade virou prática constante daí veio a evolução.“Nunca fiz curso. Fui aprendendo sozinho e para mim, é um dom que Deus me deu”, acredita.
Dos desenhos em grafite, Jorge avançou para a pintura em tela, onde passou a trabalhar com tinta a óleo, uma técnica que, segundo ele, exige mais domínio e proporciona ainda mais realismo. “Na tela é diferente, porque é colorido, mais detalhado. É outra técnica, mas eu creio que pinto bem”, afirma.
Hoje, além de retratos sob encomenda, ele também investe em obras autorais. Uma das inspirações veio de uma releitura do clássico “Noite Estrelada”, do pintor Van Gogh. A partir daí, Jorge começou a misturar o estilo com elementos locais, inserindo pontos turísticos de Aparecida do Taboado, como a igreja matriz, o portal da cidade e a ponte que faz divisa com São Paulo.
A proposta, segundo ele, é valorizar o lugar onde vive. “É uma forma de representar Mato Grosso do Sul, de homenagear a cidade onde moro”, explica.
Encantado com a natureza sul-mato-grossense, o artista também passou a incluir em suas telas elementos do Pantanal, como onças, araras e paisagens verdes. “Lá na Bahia é diferente, mais seco, serrano. Aqui tem rio, tem muito verde. Isso me encantou muito”, relata.
Mesmo com o talento reconhecido por quem conhece seu trabalho, Jorge ainda não vive exclusivamente da arte. Ele divide o tempo com o emprego em um frigorífico, enquanto tenta ampliar a visibilidade das pinturas. “A maior dificuldade é a divulgação. As pessoas precisam conhecer mais”, pontua.
As obras são vendidas a partir de R$ 500, valor que pode variar conforme o tamanho e o nível de detalhe. Apesar dos desafios, ele não esconde a paixão pelo que faz. “É uma motivação, uma paixão. Eu gosto muito de pintar”, finaliza.
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