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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019

11/04/2019 08:00

Em exposição, Higa exibe mural feito durante 11 anos de trabalho

Quadro e fotografias estão expostos até 13h30 na Câmara dos Vereadores e a entrada é gratuita

Thailla Torres
Mural feito durante 11 anos. (Foto: Marina Pacheco)Mural feito durante 11 anos. (Foto: Marina Pacheco)

Ainda na faculdade, lembro de um professor que dizia: “Se você ver uma foto antiga de Campo Grande que não foi feita pelo Roberto Higa essa foto é mentira”, afirmava em tom de brincadeira. Risos à parte, Higa é realmente um dos fotógrafos mais importantes da história da cidade, dos 67 anos de vida 51 deles são dedicados à fotografia.

Por isso, ele não nega que ama receber uma homenagem, principalmente, em vida. “Depois que morre não adianta mais, precisamos aprender a homenagear o artista enquanto ele está vivo” diz o fotógrafo durante os últimos retoques na sua exposição que estreou ontem à noite, na Câmara dos Vereadores, e segue até hoje às 13h30, com entrada gratuita, na porta do plenário.

Roberto Higa faz exposição na Câmara de Vereadores com fotos que marcaram a profissão. (Foto: Marina Pacheco)Roberto Higa faz exposição na Câmara de Vereadores com fotos que marcaram a profissão. (Foto: Marina Pacheco)

A abertura foi durante a sessão solene em comemoração ao Dia do Jornalista, profissional amigo número 1 de Higa, que durante anos atuou ao lado da imprensa. Para dizer a verdade, ainda atua, já que boa parte do seu acervo é arquivo para resgates históricos, confirmação de fatos e sugestão de pautas para muitos profissionais da cidade.

Isso o fez se dedicar durante 11 anos a montar um mural de fotografias com profissionais da imprensa de Mato Grosso do Sul. São milhares de recortes exibindo repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, editores e diversos outros jornalistas que fazem parte da imprensa local. “Eles são todos meus amigos, a imprensa se tornou uma parte da minha história e da minha família. Por isso, sempre tive o prazer de fotografá-los em pautas, redações e encontros”, conta.

Depois do AVC sofrido, ele diz que precisou se ausentar da montagem e, por um longo tempo, o quadro ficou incompleto em casa. “Até que um dia eu decidi voltar a mexer porque ele ficava tomando espaço lá em casa e queria muito fazer uma homenagem, só não sabia quando isso iria acontecer”.

Foto na favela de 1970 que existia na Ernesto Geisel. Foto na favela de 1970 que existia na Ernesto Geisel.

Ao receber o convite para expor durante a sessão, Higa não pensou duas vezes. “Já tinha mandado colocar o vidro e a moldura, então fiz questão de trazer o mural junto com as minhas fotos”, diz.

No hall de entrada do plenário, oito cavaletes expõem fotos históricas da cidade, algumas que passaram pelo processo de colorização, mas que trazem nas cores detalhes ainda antigos de Campo Grande como, por exemplo, a igreja matriz que hoje tem outra arquitetura e o estádio Morenão, lotado em um jogo do Operário e Comercial no ano de 1972. “Nunca mais eu vi o morenão lotado dessa forma, a fotografia faz a gente reviver essa época”.

Outra fotografia traz a primeira cruz de Campo Grande, localizada no museu José Antônia Pereira, assim como a favela existente na década de 70 na região da Ernesto Geisel, na beira do córrego. “São fotos que me marcaram muito, momentos da nossa cidade que não voltam mais e que rever me faz sentir vivo e também voltar no tempo”.

Quem tiver interesse a exposição estará disponível até 13h30 na Câmara dos Vereadores, na Avenida Ricardo Brandão, 1600.

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