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Artes

Mostra coletiva reúne pinturas, colagens e gravuras no Marco até outubro

Por Thailla Torres | 13/08/2018 06:29
Obras de Ricardo Giuliani  são deitas no suporte de raio-x. (Foto: Divulgação)
Obras de Ricardo Giuliani são deitas no suporte de raio-x. (Foto: Divulgação)

Está aberta a segunda temporada de exposições do Marco (Museu de Arte Contemporânea). Em destaque estão pinturas, colegagens e gravuras que expressam toda história artística dos artistas Ricardo Giuliani, Stefan Grol e Silvia Ruiz. O trio aposta em cores e formas de diferentes técnicas e a exposição fica disponível ao público até 14 de outubro.

Em “TransAparente”, Ricardo Giuliani biaja no mundo das formas radiografadas, desenhos e pinturas realizadas nos suportes de raios X. Há uma dualidade entre o que é a imagem e o que ela significa, já que o embate direto entre a vida e a morte traz para esta experiência artística um olhar contemplativo.

Ao apropriar-se das radiografias para uma prática artística, Giuliani preocupa-se em interferir nas imagens com linhas, formas, veladuras e raspagem de suporte. A relação convencional entre figura e fundo é subvertida através da colagem.

Depois de passar grande parte de sua vida morando na Inglaterra, Stefan Grol teve a oportunidade de viver durante alguns anos na região de Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul. Durante este período, ficou a paixão pela ntureza sul-mato-grossense.

Laura Monte Serrat retrata um mundo com muitos elemento.
Laura Monte Serrat retrata um mundo com muitos elemento.

Em sua exposição “Acrílico Sobre Água” suas obras são cercadas de muitas plantas e os animais tem toda sua existência fundamentada ao redor dos rios, baias, salinas, corixos, lagoas e pequenos riachos. Para Grol, estas pinturas são um estudo da interação, aprendizagem sobre as reflexões hipnotizantes que a água pode criar, bem como das ondas e dos respingos provocados fauna e flora.

Laura Monte Serrat retrata em “Enigmática – Identidade Artística” um mundo com muitos elementos, ora em destaque, ora ocultos em meio ao exagero, à quantidade e à diversidade de estímulos. Em suas obras desenha com a máscara acrílica, colore manchando o papel com aquarela e, depois, diverte-se como uma criança olhando para o céu, buscando imagens entre nuvens. E se quiser se divertir mais ao apreciar a exposição, a sugestão é levar uma lupa.

Na mostra “Isto Não é Uma Cadeira”, a artista Silvia Ruiz propõe ir além do signo “cadeira” e sua possível forma representada, colocando em jogo o movimento. A cadeira representada por artistas ao longo da história da arte é matéria-prima. Partindo das obras de Picasso, Andy Warhol, Joseph Kosuth, Salvador Dalí, Antoni Tàpies, Yayoi Kusama, Bruce Nauman, Farnese de Andrade, Nelson Leirner, Cildo Meireles, entre outros, a artista recria imagens-ícones.

A série iniciada em 2012 é desenvolvida com uso das técnicas de litografia, xilogravura, linóleo e chine-collé sobre papel. Com este recorte temático, Silvia Ruiz aborda desde a rústica cadeira de Van Gogh à inutilizável cadeira engordurada de Joseph Beuys.

Serviço - a Mostra está aberta à visitação até o dia 14 de outubro de terça à sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados das 14h às 18h. O museu fica na rua Antônio Maria Coelho, 6.000, no Parque das Nações Indígenas.

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