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Artes

Papo para enganar trouxa? "Calango Doido" garante que NFT tem poder

Resumidamente, os NFTs são arte digital certificada para quem comprar, ganhar sempre que alguém utiliza

Por Jéssica Fernandes | 03/05/2022 08:11
A Calango Doido é uma empresa e coleção de NFT campo-grandense. (Arte: Leon Matos)
A Calango Doido é uma empresa e coleção de NFT campo-grandense. (Arte: Leon Matos)

A Calango Doido é mais um grupo, aqui formado por irmãos e amigos, que viram no NFT uma oportunidade de negócio. Agora, eles querem unir os colecionadores de todo País em um festival de música. A empresa, que surgiu em abril, diz ser a proprietária da maior coleção de NFT’s do mundo, com dois milhões de tokens.

Sigla para "Non-fungible token" (Token não fungível), a tecnologia atribui valor a uma peça, por exemplo, uma arte digital. De forma resumida, NFT é um certificado que confere autenticidade a uma obra virtual ou física e garante o direito de propriedade dela a alguém. Por exemplo, você compra um desenho ou uma música e sempre que alguém reproduzir, o dono ganha.

O Lado B conversou com três membros da equipe, que explicaram tudo sobre essa maneira moderna de fazer arte, como ela funciona e qual é a função para os negócios.

Fabiano, Vanessa e Anderson trabalham em prol do projeto. (Foto: Jéssica Fernandes)
Fabiano, Vanessa e Anderson trabalham em prol do projeto. (Foto: Jéssica Fernandes)

Os primeiros passos da iniciativa começaram com os irmãos Anderson de Castro, de 33 anos, Vanessa Castro, de 35 anos, e Andressa Castro, de 25 anos. Posteriormente, vieram os demais integrantes Bruno Galiz (UX- Web Dev); Brenon Arruda (Gerente de Expansão); Fabiano Foscaches (Produtor Audiovisual); João Braga (Diretor Audiovisual); Leopoldo Lopes (Assessoria Jurídica) e Leon Matos (Artista Digital).

O analista de sistema Anderson de Castro explica como é possível monetizar com o NFT, seja no papel de criador ou comprador. “Eu compro essa arte de você e posso explorar comercialmente ela e vender. No momento que quero vender para outra pessoa, você como artista passa a ter royalties sobre isso. É uma forma mais direta e automática de gerar receita permanente até o momento que essa obra continue existindo. Isso tudo é feito digitalmente”, fala.

Com diversos valores, sendo alguns na casa dos milhões, os NFT’s podem ser inacessíveis para algumas pessoas. Por isso, a empresa campo-grandense resolveu entrar no ramo com uma perspectiva diferente. A ideia, segundo Anderson, é fazer o público geral ter acesso a informações sobre o tema e meios para adquirir os próprios certificados digitais.

Com diversos modelos, o NFT está em fase de pré-venda. (Foto: Leon Matos)
Com diversos modelos, o NFT está em fase de pré-venda. (Foto: Leon Matos)

Anderson fala sobre a tecnologia e a atual fase de transição dela no contexto da internet. “Estamos com uma coleção que traz democratização no acesso. A nossa proposta é levar o nível de entendimento para essas tecnologias e como elas conseguem abraçar essas oportunidades, pois estamos nessa transição da nova fase da internet. Quem iniciar bem informado vai conseguir usufruir desses benefícios”, afirma.

A Calango Doido é baseada em três valores que são: educacional, cultural e social. A forma como a equipe encontrou de trazer utilidade ao NFT é criando um festival, que deve ocorrer no próximo ano na cidade. O evento será uma forma de reunir os entusiastas dessa tecnologia e fomentar o comércio.

O idealizador destaca como será aplicado o NFT na realização e acesso ao festival, que terá atrações nacionais e internacionais. "Uma coleção de NFT’s é uma comunidade, então o que estamos criando com a Calango é uma comunidade que terá seu ápice dentro do festival. O ponto central do festival é usar o NFT como passaporte de entrada”, esclarece.

Anderson aponta para uma arte que integra a coleção de NFT's da Calango Doido. (Foto: Fabiano Foscacha)
Anderson aponta para uma arte que integra a coleção de NFT's da Calango Doido. (Foto: Fabiano Foscacha)

Em fase de pré-venda, as pessoas podem comprar por um valor mais baixo, de aproximadamente R$ 1, o NFT da Calango Doido. O preço segue essa estimativa, pois a compra é feita com criptomoedas. Na 3ª e próxima fase, chamada de venda pública, o valor sobe para R$ 10.

Pensando no futuro, Anderson ressalta o motivo da Calango Doido estar trabalhando no projeto atual. “Daqui três anos, será inevitável não utilizar essa tecnologia, A nossa intenção é acelerar o processo de entendimento dessas pessoas para que elas avancem, porque as maiores oportunidades estarão nela”, conclui.

Quem quiser acompanhar o trabalho, o perfil no Instagram é @calangodoidonft.

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