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Artes

Patrimônio do chamamé, Elinho Bandoneon morre aos 80 anos em Campo Grande

Músico campo-grandense faz parte da história do chamamé em Mato Grosso do Sul

Por Thailla Torres | 10/05/2022 11:15
Elinho era um mestre no bandoneon. (Foto: Raquel Ovelar)
Elinho era um mestre no bandoneon. (Foto: Raquel Ovelar)

Instrumentista autodidata, apaixonado por chamamé e responsável por trazer o estilo autêntico da Argentina para Mato Grosso do Sul, Elinho Bandoneon morreu na manhã de hoje (10), em Campo Grande, aos 80 anos. Ele estava numa clínica de repouso para idosos e enfrentava há anos o Mal de Parkinson e diabetes.

Pai de 10 filhos, sendo 6 músicos, Elinho viveu décadas dedicado ao chamamé. “Meu pai é um patrimônio da cultura chamamezeira, ele quem foi um dos primeiros a trazer chamamezeiros da Argentina para o Brasil, ele divulgou o chamamé autêntico”, expressou o filho Alfredo Colman Ferreira, de 60 anos, filho mais velho de Elinho.

Elinho iniciou carreira jovem, nos anos 60, quando aprendeu sozinho a tocar acordeon. Na década de 80, ele passou a se dedicar ao bandoneon e aprimorou suas técnicas com grandes instrumentistas em Corrientes, na Argentina.

Segundo o filho, foi também o primeiro sanfoneiro da dupla Amambai e Amambaí e se apresentou em diversos estados. Nos últimos anos, antes da internação, ele se dedicou à produção de instrumentos como hobby.

Elinho era Manoel Alfredo Ferreira. O apelido pequeninho surgiu por causa do seu tamanho, mas o filho lembra que o pai era pequeno só na estatura. “Foi um pai gigante e um músico gigante.”

Local e horário do velório ainda não foram divulgados pela família.

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