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Artes

A força das cores na arte contemporânea de Márcio Tuller

Por Fabiano Arruda | 30/08/2011 09:00
 A força das cores na arte contemporânea de Márcio Tuller

Desde criança no colégio, o artista plástico e advogado, Márcio Tuller, chamava atenção pela facilidade em desenhar. Fazia a diversão de colegas e professores com caricaturas e outros desenhos.

Mas não passava pela cabeça fazer da brincadeira algo sério, confessa. Até que veio a primeira tela oficial, aos 24 anos, após insistência da mãe, que o convidou a participar de suas aulas de pintura.

Ela, que sempre gostou das tintas e pinceis, acreditava que atrair o filho para a arte seria a saída para livrá-lo da depressão dois anos depois da morte do pai.

Depois de passar pelo estilo acadêmico e abstrato no início, Márcio comenta que chegou ao estilo definitivo no momento que decidiu voltar aos seus desenhos da infância e juventude. As cores fortes e os traços modernos saltam aos olhos de quem vê suas telas.

“Resolvi criar meu próprio estilo que, na verdade, é algo que faço desde criança. O que gosto sempre de fazer é fugir da perspectiva comum”, explica.

Com telas de proporções grandes, no mínimo 1 metro x 1 metro, e utilização de tinta acrílica, Márcio confessa que seu trabalho no início teve muita identificação com o Pop Art, mas atualmente classifica suas telas como uma obra contemporânea, tão somente.

Entre telas produzidas e vendidas durante anos, o ano de 2010 se mostrou o mais próspero para Tuller. Em agosto do ano passado, três de suas telas inscritas foram selecionadas para o "Salão de Artes Horizontes da Arte Morena - Prêmio Cidade Morena", realizado no Armazém Cultural da Esplanada da Ferroviária em Campo Grande.

 A força das cores na arte contemporânea de Márcio Tuller
 A força das cores na arte contemporânea de Márcio Tuller

Antes, em maio, surgiu o convite para expor na galeria de nome bastante relacionado com seu estilo: “A Colorida”, em Lisboa, Portugal. Ele esteve por lá em novembro de 2010 e apresentou 10 telas.

“Produzi todas em quatro meses; tempo recorde. Foi satisfatório o intercâmbio e ver minhas telas vistas por pessoas que respiram cultura”, comenta.

Na mesma época resolveu montar seu blog (marciotuller.blogspot.com). O endereço eletrônico recebe acesso de vários países. “O segundo que mais acessa são os Estados Unidos”, destaca.

Depois de Portugal, Tuller revela ter recebido outros dois convites para expor em Nova York, viagem que ficou inviável por conta do tempo que a advocacia tem consumido, conta.

O trabalho mais recente é uma encomenda. Recebeu o pedido de um cliente para produzir sete telas. Não houve exigência de ideia, informa. “Ele só pediu para criar algo colorido”, brinca.

Tuller fez questão de declarar o artista que lhe traz inspiração: Isaac de Oliveira. “É o único que me inspira no mundo pela busca na perfeição das cores”, encerra.

 A força das cores na arte contemporânea de Márcio Tuller