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Campo Grande, Domingo, 26 de Maio de 2019

18/02/2019 07:56

Abraão luta pela vida desde que nasceu e agora precisa de doações

Bebê respira por traqueostomia e nasceu com fenda palatina, além de outras complicações.

Wendy Tonhati
Abraão vai completar um ano nesta semana (Foto: arquivo pessoal)Abraão vai completar um ano nesta semana (Foto: arquivo pessoal)

O bebê Abraão vai completar um ano na próxima quarta-feira (20) e já pode se considerar um vencedor. Ele luta desde que nasceu com uma série de condições físicas e teve que ficar internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional. Agora, está em casa com os pais, Karine e William, e a irmãzinha Ágata, de três anos. Ele ainda necessita de ajuda, pois não pode se alimentar como os bebês de sua idade e precisa de leite especial que a família não tem condições de comprar.

Para ajudar a família, que mora no bairro Perpétuo Socorro, foi criada uma “Vaquinha Social” para levantar o dinheiro para leite e um aparelho de ar-condicionado, pois o calor afeta a saúde dele. A mãe, Karine Marieli, 19 anos, conta que o bebê foi planejado e que teve uma gravidez razoavelmente tranquila. “Com dois meses eu tive descolamento de placenta, mas depois, foi tudo tranquilo. Eu fiz todo o acompanhamento no Hospital Regional, pois, estavam suspeitando que ele tivesse Síndrome de Down, mas não foi nada disso”.

O bebê nasceu com diversas condições físicas como fenda palatina, micrognatia (um tipo de deformação na mandíbula), respira através de traqueostomia e possui genitália ambígua - entre outras questões. Para se alimentar, Abraão precisa de um especial de leite que tem o valor elevado: o Aptamil. Ele precisa consumir uma lata deste leite por dia.

Família se mobiliza pela saúde de Abraão (Foto: arquivo pessoal)Família se mobiliza pela saúde de Abraão (Foto: arquivo pessoal)

A mãe conta que Abraão nasceu roxinho e quase sem respirar. Ele ficou entubado por 40 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal. Depois, ele foi para unidade intensiva, saiu da intubação e seguiu tomando os remédios. O bebê passou por cirurgia de hérnia, ficou no CTI (Centro de Terapia Intensiva) e depois foi para a pediatria.

“Ele se recuperou e foi para pediatria. O que estava atrapalhando é que não tinha aspirador e oxigênio. Compramos todas as coisas que ele precisava e, quando estava perto de ir embora, ele passou mal e ficou bem inchado”, conta a mãe. O bebê foi levado para a CTI e teve que fazer traqueostomia. Uma semana depois, ele teve alta médica e foi pode ir para casa.

O marido de Karine está desempregado e o casal está tentando requerer o benefício da LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) para Abraão. Eles se dividem para levar o bebê às consultas e sessões de fisioterapia e tem a ajuda dos avós. “A gente quase não para em casa e a semana é bem preenchida. Quando não é consulta, é fisioterapia. Mudou bastante a nossa rotina”.

Bebê precisa de leite especial para se alimentar (Foto: arquivo pessoal)Bebê precisa de leite especial para se alimentar (Foto: arquivo pessoal)

Desde então, a vida da família é mobilizada em torno de Abraão que faz acompanhamento médico em três hospitais. No Hospital Universitário, ele é atendido pelo geneticista e pelo nefrologista. Na Santa Casa, cardiologista e no Hospital Regional neurologista, endocrinologista e pediatra. Abraão ainda tem acompanhamento na Funcraf (Fundação para Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais) por causa da fenda paliativa e fisioterapia no Cotolengo Sul-Mato-Grossense.

“Meus filhos são tudo para mim. Eu não esperava que ele viesse assim, via essas mãezinhas e não pensava que poderia acontecer comigo. Mas eu amo ele e agradeço por ter ele na minha vida”.

A doação pode ser feita em qualquer valor pelo site da Vaquinha Social.

 

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