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Comportamento

Amor por livros e piano encantou casamento cheio de poesia

Catarina e Guilherme decidiram transformar detalhes da própria história em decoração

Por Aletheya Alves | 27/05/2024 06:41
Catarina e Guilherme decidiram ter casamento cheio de significados. (Foto: Allan Kaiser)
Catarina e Guilherme decidiram ter casamento cheio de significados. (Foto: Allan Kaiser)

Mais do que um gosto qualquer, as páginas escritas com histórias e notas musicais foram o que uniram Catarina Andrés Caram Guimarães e Guilherme Benvenuto Mendes. Por isso, quando os dois decidiram se casar, a cerimônia foi transformada em poesia com direito a decoração tomada por nomes de autores e compositores, piano sendo tocado pela dupla e referências a filmes e literatura. Tudo para encantar o momento cheio de significados.

Na cerimônia, ao invés das falas tradicionais, Catarina explica que a escolha foi embarcar nas histórias com a celebrante Ana Maria de Oliveira. Entre vários trechos, ela destaca um deles:

“Estava no caminho, escrito feito partitura, o amor surgindo de uma rua escura, florindo os dias, brincando com a alma da gente. O amor com gosto de chuva, brilhando nas janelas das casas, alegria nos encontros, entrega nas conversas. É preciso ter coragem pra falar o que sente e mais coragem pra viver e ser de verdade. Que vivam mais sonhos e tenham sempre essa vontade. O que desejo a vocês é primavera eterna e muita, muita felicidade”, disse a celebrante durante a cerimônia.

Até jornal o casal criou para a cerimônia. (Foto: Allan Kaiser)
Até jornal o casal criou para a cerimônia. (Foto: Allan Kaiser)
Celebração contou com referências como o filme "Up: Altas Aventuras". (Foto: Allan Kaiser)
Celebração contou com referências como o filme "Up: Altas Aventuras". (Foto: Allan Kaiser)
Amor compartilhado pelo piano não ficou de fora. (Foto: Allan Kaiser)
Amor compartilhado pelo piano não ficou de fora. (Foto: Allan Kaiser)

Sobre a decoração, Catarina destaca que desde as partituras até os nomes das mesas se conectam com os trechos de suas vidas. “As partituras do altar foram partituras de piano que tínhamos repetidas porque meu noivo não queria estragar nenhuma e folhas de dois exemplares de livros de Machado de Assis, Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Já no salão de festas os setores se dividiram em dois, sendo o musical com as mesas “Chico Buarque”, “Chopin” e “Beethoven”, e o literário com “Carlos Drummond”, “Manoel de Barros”, “Olavo Bilac”, “Machado de Assis”, “País das Maravilhas”, “Hogwarts” e “Terra-Média”.

Para tudo isso acontecer, foram necessários seis meses com ajuda de profissionais que aceitaram o desafio. “Contratamos a decoradora Priscila Ribas que foi a única que topou fazer algo mais fora da caixinha. Demos alguns elementos, mas ela que projetou o altar com as nossas partituras, que montou a mesa e tudo mais”.

Sobre como se conheceram, a servidora pública explica que desencontros levaram ao seu encontro.

“Nós nos conhecemos nas redes sociais mesmo. Ele viu que, como ele, eu tocava piano e tínhamos muitos amigos em comum e começamos a conversar. Depois, descobrimos que mudamos para Campo Grande na mesma época, fizemos o mesmo curso de inglês, estudávamos na mesma faculdade, fazíamos o mesmo curso, mas não havíamos nos encontrado antes”, descreve Catarina.

Mesas receram nomes temáticos. (Foto: Allan Kaiser)
Mesas receram nomes temáticos. (Foto: Allan Kaiser)
Escrita e música foram sintetizados no topo do bolo. (Foto: Allan Kaiser)
Escrita e música foram sintetizados no topo do bolo. (Foto: Allan Kaiser)

E é claro que, para completar, a história dos dois não poderia ficar sem arte, tanto que ganhou narrativa própria:

O solstício de verão.

Em 1990, ela nasceu em Belo Horizonte. Alguns meses depois, ele veio ao mundo em Presidente Prudente.

Ele se mudou para Campo Grande em 1996. Ela, no ano de 2000.

O equinócio de outono.

Ela estudou no Montessori, ele, no Fleming e no Dom Bosco.

Dividiam os mesmos amigos, a mesma série no colégio, o mesmo curso de inglês, as mesmas notas no piano, as mesmas letras dos livros, as mesmas emoções de filmes, as mesmas notícias e acontecimentos, a mesma faculdade.

O solstício de inverno.

Ela era sol, ele, lua.

Ela estudava no matutino. Ele, no noturno.

Desencontros.

Em 2018, ele a encontrou. Mas ela ainda não estava preparada para encontrá-lo.

Novos desencontros.

O equinócio de primavera.

Enfim, algum tempo depois, após um exame no coração, finalmente marcaram um café com piano.

Ela, tímida, ele, em expectativa.

Aquele dia foi marcado por conexão, conversas profundas e, ao fim, um abraço apertado.

Finalmente eles haviam se encontrado”. 

Confira a galeria de imagens:

  • (Foto: Allan Kaiser)
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