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Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

15/12/2018 08:27

Após anos na fila de adoção, 1º filho chegou quando mãe estava grávida

Casal descobre gravidez e no sétimo mês recebe uma ligação surpreendente do Núcleo de Adoção

Thailla Torres
Casal esperava uma menina, quando no sétimo mês de gestação também ganharam um menino.Casal esperava uma menina, quando no sétimo mês de gestação também ganharam um menino.

O maior desejo do casal Rita e Osmar era formar uma família, com a certeza de ter três filhos, um deles, por adoção. Na fila de espera desde 2015, este ano o casal descobriu a gravidez, mas sem imaginar que no sétimo mês de gestação chegaria o primeiro filho de um jeito surpreendente.

No dia em que Rita de Cássia Gomes Nunes, de 34 anos, foi fazer uma consulta do pré-natal, a ligação da equipe do Fórum de Campo Grande revelou que o primeiro filho havia chegado naquele dia. Uma mãe entregara o filho para adoção, ainda no hospital, e aquela era a chance do casal sair da maternidade com o bebê nos braços.

O filho mais velho, de 3 meses, no colo do papai. (Foto: Henrique Kawaminami)O filho mais velho, de 3 meses, no colo do papai. (Foto: Henrique Kawaminami)
A menina, caçula de 1 mês, no colo da mamãe. (Foto: Henrique Kawaminami)A menina, caçula de 1 mês, no colo da mamãe. (Foto: Henrique Kawaminami)

Rita não poderia ter ficado mais feliz, afinal, foram três anos de espera que nem barriga fez ela e o marido Osmar Nunes de Freitas, de 39 anos, duvidar que estavam prontos. "Foi emocionante. É claro que na hora a gente pensa 'dois de uma vez só, será que eu vou dar conta?', mas em nenhum momento eu e Osmar pensamos em desistir".

Juntos foram ao forúm conversar sobre a chegada do filho e deixaram até a equipe do Núcleo de Adoção surpresa. "Minha barriga já estava enorme, foi um surpresa para eles também a minha gravidez, mesmo assim entenderam a nossa vontade era cuidar e amar o nosso primeiro filho que havia acabado de chegar".

O menino, hoje com três meses, nasceu no dia 10 de setembro. No quinto dia de vida, Rita e Osmar foram buscá-lo no hospital, tiveram pouco tempo para arrumar os detalhes, mas na malinha da criança estava a roupinha especial comprada para sair da maternidade. "Foi um momento especial, eu com aquele barrigão saindo do hospital com recém nascido nos braços, algumas pessoas não entendiam, mas no nosso coração era só felicidade".

E a alegria não parou por aí. Em dois meses a família cresceu com a chegada do segundo filho. Rita deu à luz uma menina que nasceu no dia 10 de novembro, data escolhida para coincidir com o dia do nascimento do irmão mais velho.

Rita e Osmar se tornaram pai de quase gêmeos. (Foto: Henrique Kawaminami)Rita e Osmar se tornaram pai de quase "gêmeos". (Foto: Henrique Kawaminami)

No começo, a notícia da chegada do primeiro filho foi compartilhada apenas com familiares e amigos mais próximos. No oitavo mês de gestação os amigos do casal preparam um chá de bebê surpresa, mas foram surpreendidos com Rita chegando com um menino lindo nos braços. "Os amigos perguntavam 'já nasceu?', 'como assim', todos olhando para o nosso filho e também a barriga".

Rita conta os detalhes com um brilho nos olhos incomparável, enquanto Osmar amamenta o filho, que divide o quarto fofo feito pelo casal com a irmã. "Os dois já se olham de um jeitinho muito especial. Fizemos fotos de família e quando perguntamos da irmã, ele olhava para ela, é lindo e emocionante de ver".

Hoje, o tempo de espera é coisa que ficou para trás e o casal entende que foi necessário. "Cremos que tudo aconteceu no momento certo. Para quem está esperando um filho por adoção, o tempo que isso leva parece muito, mas hoje eu compreendo que é necessário, um cuidado pela vida e o amor que ele merece", diz Rita.

No coração do pai, a certeza que a família está completa. "Muita gente questiona porque escolhemos a adoção, não tem um motivo que justifica, nós apenas desejamos ser pais e seremos uma família para sempre. Como ele e a irmã veio ao mundo, pra gente não tem diferença, são os nossos filhos", completa Osmar.

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No coração do pai e da mãe, a família está completa. (Foto: Henrique Kawaminami)No coração do pai e da mãe, a família está completa. (Foto: Henrique Kawaminami)
Rita com a filha de 1 mês no colo. (Foto: Henrique Kawaminami)Rita com a filha de 1 mês no colo. (Foto: Henrique Kawaminami)


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