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Campo Grande, Terça-feira, 17 de Setembro de 2019

02/09/2019 07:50

Casamento de Luciana durou 50 dias e nem pressão na igreja a fez mudar de ideia

Quando todo mundo falava da importância da "família", Luciana aprendeu que a felicidade independe de padrões

Danielle Valentim
Luciana lembra que ex-marido propôs ser babá do filho para ela trabalhar fora. (Foto: Paulo Francis)Luciana lembra que ex-marido propôs ser babá do filho para ela trabalhar fora. (Foto: Paulo Francis)

O tão sonhado casamento de véu e grinalda durou só 50 dias, para Luciana Nogueira Neves, de 54 anos. À época, cansada das dificuldades financeiras e de dois últimos relacionamentos frustrados, bastou uma frase para que ela desencantasse de vez, independentemente, dos julgamentos dentro da igreja.

Hoje, 17 anos depois, sempre que pode Luciana fala que é possível se livrar de um relacionamento que não soma, para conquistar sonhos. Ela não é contra relacionamentos, mas é uma defensora de que as mulheres também podem conquistar o que almejam sozinhas.

“Eu sempre falo para as minhas amigas, quando eu era casada eu não tinha nada. Mas assim que fiquei sozinha lutando por mim e por meu filho conquistei”, frisa.

Luciana nunca mais namorou e não pretende. Ela garante que só conseguiu realizar desejos quando estava sozinha. (Foto: Paulo Francis)Luciana nunca mais namorou e não pretende. Ela garante que só conseguiu realizar desejos quando estava sozinha. (Foto: Paulo Francis)

“Nós namoramos quatro meses e nos casamos. Éramos evangélicos e acho que, por isso, nos casamos também". Depois de uma decisão importante, tomada no impulso, começaram as decepções. "O pesadelo começou quando marcamos o casamento e ele disse que a empresa que ele trabalhava faliu e nunca mais trabalhou. Ele dizia que Deus tinha fechado as portas do emprego e que seria o babá do meu filho".

Independente de qual dos dois ficaria em casa para cuidar do menino, ela não esperava encontrar um companheiro, inclusive, que ajudasse a pagar as contas. "Eu recusei a proposta e ele ficou achando que eu não iria me separar por causa da igreja”, lembra.

Era muitas as "pérolas" do ex-marido, conta Luciana. “Ele dizia que amava ovo frito. Só pra não ter que trabalhar para comprar carne. Assim que disse que iria me divorciar, as irmãs na igreja tentaram impedir, mas eu já estava decidida”, lembra.

Nascida em Rio Negro, interior do Estado, Luciana trabalhou em casas de família dos 10 anos aos 21. Apesar da rotina cansativa, depois da decepção, nunca mais namorou e não pretende. Ela garante que só conseguiu realizar desejos quando estava sozinha. No primeiro relacionamento morava de aluguel, no segundo quando engravidou passou até necessidades.

Só depois de muita luta como mãe solo, ela conseguiu uma casa do governo, mas mesmo assim precisou batalhar para rebocar, colocar o piso e pintar.

Com o fim do casamento, em 2002, o homem disse que iria para Cuiabá, mas Luciana descobriu que na verdade ele havia voltado com a ex. “Nem sofri, só que vi que tinha me livrado de um homem encostado”, conta.

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