Com R$ 50 e uma bicicleta, pintor vira atração nas ruas durante a Copa
Antônio Marcos trocou carro por criatividade e arranca sorrisos, fotos e acenos por onde passa

Enquanto carros adesivados, bandeiras e camisetas da Seleção Brasileira dividiam espaço nas ruas durante a Copa do Mundo, era uma bicicleta verde e amarela que arrancava olhares, acenos e pedidos de foto de quem passava pela Rua 14 de Julho nesta segunda-feira (29) de jogo.
RESUMO
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O pintor Antônio Marcos Rodrigues, de 48 anos, chamou atenção nas ruas de Campo Grande ao decorar sua bicicleta com bandeiras, adesivos e cores do Brasil durante a Copa do Mundo. Com investimento de cerca de R$ 50, ele transformou o veículo em atração nas ruas. Acostumado com pedidos de foto, Antônio garante que faz bicicletas decoradas por encomenda, mas avisa: igual à sua, não faz.
Aos 48 anos, o pintor Antônio Marcos Rodrigue transformou o próprio meio de transporte em uma homenagem ambulante ao Brasil. Bandeiras presas ao guidão, adesivos espalhados pelo quadro e detalhes pintados nas cores da Seleção fizeram da bicicleta uma atração à parte em meio ao clima de torcida.
"Em todo lugar que eu paro o pessoal quer filmar, tirar foto, fazer reportagem", conta, acostumado com a curiosidade que a bicicleta desperta.
A ideia não nasceu de uma promessa nem de um planejamento elaborado. Segundo Antônio, veio de uma lembrança da última Copa do Mundo. Na época, ele também havia decorado uma bicicleta para acompanhar os jogos. O veículo chamou atenção por onde passou, mas não trouxe a sorte que ele esperava para a Seleção.
"Fez sucesso, mas o Brasil não ganhou", brinca.
Mesmo assim, decidiu repetir a dose este ano. Com cerca de R$ 50, comprou bandeiras, adesivos e os materiais necessários para a transformação. Em menos de uma hora, a bicicleta estava pronta para voltar às ruas.
O valor é pequeno perto do que muitos torcedores investem para entrar no clima da Copa. Talvez justamente por isso a bicicleta tenha se destacado tanto.
Enquanto boa parte da decoração costuma aparecer em carros, Antônio escolheu as duas rodas para demonstrar apoio ao Brasil. O resultado acabou chamando mais atenção do que muitos veículos estacionados pela região central.
Durante a conversa com a reportagem, não foram poucas as pessoas que diminuíram o passo para observar a bicicleta. Algumas apontavam para os detalhes. Outras tiravam fotos discretamente. Houve até quem parasse para perguntar onde ele havia comprado tudo aquilo.
A resposta sempre termina na mesma explicação: foi ele mesmo quem fez. Pintor de profissão, Antônio diz que gosta de colocar a criatividade para funcionar. E garante que, se alguém quiser uma bicicleta decorada para a próxima Copa, consegue fazer.
"Se aparecer encomenda, eu faço."
Mas existe uma regra. A bicicleta dele é única. "Parecida eu faço. Igual à minha não."
A resposta vem acompanhada de um sorriso e deixa claro que a bicicleta deixou de ser apenas um meio de transporte. Virou uma marca registrada.
A exclusividade não tem relação com dinheiro. Tem relação com orgulho. Afinal, foi uma ideia dele, executada pelas próprias mãos e que acabou transformando um objeto comum em personagem das ruas durante o Mundial.
Quando o assunto muda para futebol, Antônio mantém a mesma confiança que teve ao decorar a bicicleta. Ele reconhece que a Seleção Brasileira ainda não convenceu os torcedores, mas acredita que o final da história será feliz.
"Está sofrido." Mesmo assim, não hesita. "Vai sair."
E para quem reclama da dificuldade, ele tem uma teoria simples. "Sofrido é mais gostoso."
Enquanto o hexa não chega, Antônio continua pedalando pelas ruas do Centro, espalhando verde e amarelo por onde passa e provando que, às vezes, não é preciso um carro caro para chamar atenção. Basta uma bicicleta, algumas bandeiras e disposição para entrar na brincadeira.


