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Comportamento

Conceição dos Bugres, araras e onças viraram arte eternizada por Cristina

Com técnica em aquarela, tatuadora faz da pele tela para histórias que misturam arte e natureza regional

Por Clayton Neves | 30/01/2026 07:58


RESUMO

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A tatuadora Cristina Ink, de 42 anos, transformou a pele em tela para retratar a identidade sul-mato-grossense através de tatuagens em estilo aquarela. Especialista em arte colorida, ela eterniza na pele dos clientes a fauna e flora do estado, com destaque para as araras, símbolo de Campo Grande. Formada em design e estudante de Ciências Biológicas, Cristina desenvolveu um estilo próprio que mistura técnicas tradicionais com pinceladas leves. Entre seus trabalhos mais notáveis estão as releituras dos bugrinhos da artista Conceição dos Bugres e representações da biodiversidade local, como onças, tuiuiús e capivaras.

O espreguiçar de uma onça, os bugrinhos da artista Conceição dos Bugres e diferentes releituras de aves comuns em Mato Grosso do Sul, todas feitas em aquarela. Aos 42 anos, a tatuadora Cristina Ink transformou a pele em tela para contar histórias que misturam arte, natureza e identidade sul-mato-grossense.

Especialista em aquarela, ela é conhecida por tatuagens coloridas e cheias de movimento que retratam a fauna e a flora do Estado, eternizando na pele dos clientes uma das maiores riquezas do Estado, a biodiversidade.

Cristina tatua há sete anos, mas a relação com a arte vem desde a adolescência. “Sempre estive envolvida com desenho, já vendia arte quando era mais nova”, conta. Formada em design, ela trabalhou por muitos anos nas áreas de criação e marketing, até decidir que não queria mais seguir como funcionária. “Eu queria fazer alguma coisa por conta própria”, relembra.

Conceição dos Bugres, araras e onças viraram arte eternizada por Cristina
João-de-Barro é uma das obras recentes feitas pela tatuadora. (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois de enfrentar um problema de saúde que comprometeu temporariamente o movimento dos braços, a tatuagem entrou de vez na vida dela. Um dos primeiros trabalhos, inclusive, foi tatuar a própria fisioterapeuta.

Desde o início, Cristina seguiu um caminho pouco comum. Enquanto a maioria aprende primeiro a tatuar em preto, ela decidiu começar direto no colorido. “A tinta preta para mim não fazia sentido, eu achava muito básica”, afirma.

Sem referências dentro do estúdio onde aprendeu o básico, ela conta que buscou informação, pesquisou e se tornou quase autodidata na técnica. “Entendi que eu não precisava fazer o traço igual todo mundo, podia construir o meu próprio traço”, conta.

Foi assim que nasceu um estilo muito particular, que mistura técnicas e não se encaixa facilmente nas categorias tradicionais da tatuagem. A base é a aquarela, seja colorida ou em preto e cinza, sempre com pinceladas leves e um visual que lembra pintura sobre papel.

Cristina brinca que o estilo ainda não tem nome oficial, mas uma cliente definiu como aquarela pincel arte, denominação que ela gostou e adotou com carinho.

A preferência pelos temas da natureza não é por acaso. Cristina cursa a segunda graduação em ciências biológicas e sempre teve ligação com o mundo natural. “Sempre me encantei por toda forma de vida”, comenta.

Conceição dos Bugres, araras e onças viraram arte eternizada por Cristina
Com técnica pessoal, Cristina traduz na pele diferentes histórias contadas. (Foto: Arquivo Pessoal)

Isso se reflete diretamente no portfólio, que reúne araras, tuiuiús, capivaras, onças, joão-de-barro, borboletas e outras representações da fauna regional, além de elementos da flora e paisagens.

Entre os trabalhos que mais se destacam estão as releituras dos bugrinhos da artista Conceição dos Bugres. Cristina já tatuou as figuras em mais de uma ocasião, sempre reinterpretadas dentro do seu próprio estilo.

Em um dos casos, os bugrinhos representaram os filhos de um cliente, unindo arte regional e história pessoal. Para ela, é uma forma de valorizar artistas e símbolos do Centro-Oeste que muitas vezes não recebem o reconhecimento merecido.

Conceição dos Bugres, araras e onças viraram arte eternizada por Cristina
Tuiuiu, ave símbolo do Pantanal, também já foi retratado pela artista. (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a tatuadora, as araras são, disparadas, os pedidos mais frequentes. Símbolo forte de Campo Grande, elas aparecem tanto em tatuagens grandes quanto em composições delicadas, espalhadas pelo corpo.

Mais do que escolher um desenho, muitos clientes chegam até ela com histórias para contar. “Às vezes a pessoa não pede um animal específico, ela me conta uma história e eu transformo isso em arte. Tem tatuagens que representam luto, superação de doenças e momentos marcantes da vida. Tem desenho que parece só um passarinho, mas representa alguém que se foi”, finaliza.

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