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Comportamento

Darman esperou 11 anos para colher fruta exótica achachairu

De origem boliviana, ele trouxe a planta de Santa Cruz de La Sierra e esperou para vender nas feiras

Por Natália Olliver | 05/01/2026 07:00
Darman esperou 11 anos para colher fruta exótica achachairu
Darman Flores Padilha é boliviano e planta fruta exótica em Campo Grande (Foto: Natália Olliver)

Você conhece a fruta achachairu? A espécie exótica boliviana que Darman Flores Padilha cultiva chamou atenção de quem passava pelos corredores de comida da feira Borogodó. Apenas com uma caixa de feira e uma mesa, o boliviano conta que trouxe alguns sacos de 10 a 50 unidades da fruta, que só é colhida por ele uma vez ao ano. “Não deu pra quem quis”.

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O boliviano Darman Flores Padilha cultiva em Campo Grande uma fruta exótica de sua terra natal: o atchatchairu. Com sabor doce e levemente ácido, a fruta de casca alaranjada tem conquistado admiradores na capital sul-mato-grossense, onde é comparada ao bacupari e à pitomba. Cultivada desde 2010, a árvore demora 10 anos para dar os primeiros frutos e produz apenas durante dois meses por ano. Além de ser saborosa e versátil na culinária, a fruta, também conhecida como "beijo de mel", possui propriedades benéficas à saúde, como auxílio no emagrecimento e melhora da imunidade.

Com casca dura e polpa branca, quem comeu diz que ela é suculenta, tem caroço grande e lembra o bacupari. Darman explica que a comparação também é feita por alguns indígenas, mas que os brasileiros, em especial os campo-grandenses, comparam o achachairu  com a pitomba.

Darman esperou 11 anos para colher fruta exótica achachairu
Interior da fruta exótica bolivianoa achachairu (Foto: Natália Olliver)

Ele explica que, embora parecidas, a aparência da casca delas muda. A da fruta boliviana é tipicamente alaranjada, doce e um pouco ácida, enquanto a brasileira, o bacupari, é amarela e menos doce. Já a pitomba tem uma casca marrom-amarelada e uma polpa translúcida, de sabor agridoce.

Darman saiu de Santa Cruz de La Sierra e está na Capital há 29 anos; plantou o pé de achachairu em 2010. Ele explica que a colheita é demorada e pequena, pois tem um único pé.

“A primeira colheita demorou, ela demora 10 anos para crescer, agora tem todos os anos, mas em dois meses acaba. Antes vendia na Praça Bolívia, fiquei por lá em 2022, 2023, 2024 e 2025, vim pela primeira vez à Borogodó. Acabou tudo o que eu trouxe".

Darman esperou 11 anos para colher fruta exótica achachairu
Pé de achachairu que Draman tem em casa, em Campo Grande (Foto: Natália Olliver)

O saco com 25 unidades é vendido a R$ 10; já o com 50, a R$ 20. Além da fruta, ele também vende a muda da árvore por R$ 30. Ele alerta que quem nunca experimentou tem pouco tempo, já que a colheita é anual e em pequena escala.

“Final de janeiro, por aí, deve acabar. É pouco. A fruta pegou tanto aqui porque é diferente e gostosa, não é comum, tanto que em São Paulo tem um japonês que faz em grande escala, aqui ainda tem, mas é pouco”.

O achachairu é uma fruta que também pode ser consumida em sucos e sobremesas. Ela consegue sobreviver por aqui por causa da adaptação ao clima e da proximidade com a fronteira boliviana. Em alguns lugares, ela ganhou o nome de Fruto querido ou “beijo de mel”, por ser doce.

Entre os benefícios do consumo estão o emagrecimento, a melhora da digestão e da imunidade, além de ser rica em antioxidantes. O ácido hidroxicítrico na casca ajuda a inibir a formação de gordura e reduz o apetite.

Já as fibras possuem propriedades que auxiliam na cicatrização. A alta concentração de vitamina C e potássio ajuda na imunidade, e os antioxidantes têm ação anti-inflamatória.