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Comportamento

De orquestra à Carnaval, Ângelo e Giovana vivem a "1ª aglomeração"

Geovana conta como foi sua experiência em Orlando e Ângelo descreve como foi assistir uma orquestra no Brasil

Por Thailla Torres | 03/08/2021 09:10
Giovana ao lado do amigo também campo-grandense.
Giovana ao lado do amigo também campo-grandense.

No último fim de semana, a campo-grandense Giovana Vasconcelos quase enlouqueceu os amigos brasileiros ao publicar nas redes sociais sua 1ª ida a um evento lotado após mais de um ano de vida tensa com a pandemia. Ela vive em Orlando, na Florida, e conta como foi sua experiência de sair de casa sem restrições e ainda viver um clima de Carnaval antes do Brasil.

Já no território brasileiro, quem também viveu uma experiência diferente após um ano e quatro meses de isolamento social, foi o arquiteto Ângelo Arruda, que viveu muitos anos em Mato Grosso do Sul e que, atualmente, mora com a esposa em Florianópolis (SC). O casal participou do 1° evento teste na cidade com direito a espetáculo de orquestra.

Giovana e o marido eram do grupo de risco no início da pandemia. Com isso, ficaram praticamente um ano e meio saindo só para o que fosse extremamente necessário. “Nossas compras eram online, tínhamos apenas alguns amigos na nossa bolha de convívio e ambiente movimentado era algo que nem passava na nossa cabeça”, conta.

Em março deste ano, o casal foi vacinado nos Estados Unidos e presenciaram, aos poucos, tudo voltando ao normal onde vivem. “Aqui na Flórida, os números caíram muito e, no país todo, as restrições começaram a ser levantadas. Com isso, eventos voltaram a ser realizados”.

Quando Giovana soube que teria um show brasileiro com a proposta de Carnaval, quase não acreditou. “A energia do Brasil, com músicos do Brasil, mas aqui. Senti que seria um pedacinho de casa na minha nova casa, com direito a abadá e tudo mais”.

O evento não estava completamente cheio, mas tinha aglomeração e algumas pessoas estavam de máscara, o que no país é recomendado para quem ainda não se vacinou. Mas Giovana explica que se sentiu segura e tranquila. “Foi uma energia indescritível. Sair de casa para me divertir depois de tanto tempo, rever amigos queridos e tudo isso ao som de música brasileira, não tinha como ser melhor”, afirma.

Ela conta que como no Brasil a situação está bem diferente, artistas têm escolhido passar temporada nos Estados Unidos. O show do evento realizado, por exemplo, foi da Claudia Leitte, mas com participação do Xanddy, Carla Perez e Anitta, que estavam pela cidade, foram prestigiar o evento e acabaram participando da folia. “Eles ficaram emocionados por estarem voltando a se apresentar para o público, o que levantou ainda mais a energia do lugar”, destaca.

Aninha e Ângelo durante 1° evento-teste em Florianópolis. (Foto: Arquivo Pessoal)
Aninha e Ângelo durante 1° evento-teste em Florianópolis. (Foto: Arquivo Pessoal)

No Brasil – Por aqui, não é novidade que o setor de eventos e cultura acabou sendo, do ponto de vista estratégico, um dos mais prejudicados. Pois, apesar de todas as restrições, ninguém segura o público quando o assunto é aglomeração. Com isso, o cenário é de muitas festas clandestinas e poucos exemplos de eventos culturais que dão certo com protocolos de biossegurança sendo seguidos à risca.

Mas o arquiteto Ângelo Arruda, conhecido em Mato Grosso do Sul e que viveu durante anos em Campo Grande, teve a chance de ser um dos contemplados com ingressos para o 1° evento-teste realizado em Florianópolis, Santa Catarina.

O evento, que foi gratuito, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura, teve o espetáculo da Camerata da cidade. O grupo apresentou o Concerto para Piano e Orquestra “Imperador”, de Ludwig van Beethoven, e o Concerto para Violino e Orquestra de Cordas em Ré menor, de Felix Mendelssohn.

Puderam participar moradores que tinham recebido, há pelo menos 15 dias, a segunda dose da vacina contra a covid-19. Quem compareceu teve que fazer inscrição via internet para ser contemplado com ingresso.

Em teatro com capacidade para 1,9 mil pessoas, o evento foi realizado apenas para 548. Além disso, uma série de regras sanitárias precisou ser cumprida. Depois da apresentação, os espectadores passaram a ser acompanhados por uma equipe de pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

Com afastamento definido entre as poltronas e o uso obrigatório de máscara durante uma hora e 30 minutos de evento, Ângelo e a esposa Aninha Arruda aprovaram a ideia. “Foi incrível. Tinham mais de 30 funcionários da fundação catarinense, que estavam observando para que ninguém tirasse a máscara durante o evento. A orquestra também deu um show durante todo o espetáculo. Foi tudo tão rigoroso que nem o governador conseguiu participar porque só tinha toma a 1ª dose”, conta Ângelo.

Para fechar com chave de ouro a noite, Ângelo e Aninha fizeram uma reserva em um bistrô para a 1ª noite de jantar fora de casa após 1 ano e 4 meses de isolamento. “Ficamos muito felizes. Aprovamos essa experiência científica e orquestra nos fez viajar nas emoções”, finaliza a esposa.

Campo Grande – Por aqui, eventos foram liberados no final de julho, mas ainda com restrições e o toque de recolher. Municípios de bandeira verde, os de grau baixo, poderão liberar com 100% da capacidade. Além disso, as cidades de grau tolerável, amarelo, poderão ter 90% da capacidade, as de grau médio, laranja, terão 70%, de grau alto, vermelha, terão metade, enquanto as de grau extremo, bandeira cinza, terão apenas 30%.

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