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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

18/10/2018 09:02

Em comentários absurdos de uma criança armada, sobra quem minimiza a violência

Thailla Torres
Menino em maca deixando a escola, depois de disparo de arma dentro da sala de aula.Menino em maca deixando a escola, depois de disparo de arma dentro da sala de aula.

O caso do menino de 9 anos, armado dentro de uma escola de Campo Grande, claro, provoca rebuliço nas redes sociais desde ontem, mas não só pela comoção. Em 2 horas, foram mais de 3 mil compartilhamentos e 700 comentários no post do Campo Grande News.

Em tempos que todo mundo opina na internet, mais uma vez a surpresa não foi das melhores. O risco de crianças dentro de uma sala fechada, durante aula de Geografia, parece ter sensibilizado poucos. O discurso da violência veio pesado, junto com propagandas políticas e proliferação do número do candidato que defende o armamento de "homens de bem".

 

Em comentário, usuário diz que a criança tem que ser presa. (Foto: Reprodução Facebook)Em comentário, usuário diz que a criança tem que ser presa. (Foto: Reprodução Facebook)
Tem gente ainda que espera o pior. Tem gente ainda que espera o pior.

Diante do caso que assustou dezenas de pais de alunos que chegaram tomados pelo desespero na porta do Colégio Adventista, na internet alguns preferiam atacar a cobertura da imprensa. “Que sensacionalismo, achei que era um ataque, algo do tipo”, disse um. “Nossa, pelo título da reportagem achei que tinha acontecido uma chacina”, postou outro.

Os comentários na página do Campo Grande News reduziram mais uma vez as tragédias anunciadas em algo político contra o candidato que ensina criança a fazer o sinal de uma arma com as mãos. “Cheiro de conspiração no ar”, comentou um rapaz.

A banalização foi outro recurso frequente nos comentários de ontem, com frases do tipo “isso sempre aconteceu”. Outro comentário mostra como o ser humano regrediu no quesito empatia. “Aí já é problema do pai que não ensinou o menino que não deve manusear uma arma. Isso é para adulto, agora ficou com um furo na coxa”.

Mas há uma parcela daqueles que realmente se preocupam com o caso e expõe uma situação cada vez mais comum entre a meninada.

“Hoje de manhã, levando meu filho para escola, ouvi um grupo de meninos por volta de 12 anos falando em preço de armas. É muito sério, as crianças estão curiosas com esse assunto de armar a população”, escreveu uma mãe.

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O exemplo de regrediu em termos de humanidade. O exemplo de regrediu em termos de humanidade.


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