Em MS, 'Jack Sparrow' faz piada com formato do Bioparque
Por trás do pirata, artista visual usa personagem para viajar pelo Brasil e manter projeto social
Em passagem por Campo Grande, nem o icônico “Jack Sparrow” resistiu à imponência do Bioparque Pantanal. Ao avistar o prédio, o pirata mais famoso do cinema, ou melhor, sua versão sul-mato-grossense, brincou nas redes sociais ao comparar o local com uma nave espacial, reforçando comentários já conhecidos entre moradores sobre o formato do complexo.
O vídeo, publicado no Instagram, circulou pelas redes e gerou comparações com o maior aquário de água doce do mundo. “Olá, marujos. Estava caminhando aqui e encontrei uma nave”, comentou o personagem em frente ao Bioparque.
Por trás do figurino, das tranças e dos trejeitos inspirados no personagem vivido por Johnny Depp está Patrick Rocha, artista visual, grafiteiro, barbeiro e tatuador de 31 anos, que encontrou no “Jack Sparrow brasileiro” uma forma criativa de unir arte, sustento e impacto social.
Natural de Sinop, no Mato Grosso, Patrick leva uma vida nômade e já percorreu quase todo o Brasil. A caracterização começou de forma espontânea, quando morava em Florianópolis e era frequentemente chamado de pirata por conta dos cabelos longos e dreads. O personagem evoluiu neste ano e, em janeiro, ele decidiu incorporar de vez a figura inspirada em Jack Sparrow.
“Foi ficando mais difícil vender minhas telas, aí o personagem acabou facilitando. As pessoas me reconhecem, se aproximam e isso fortalece meu trabalho”, explica.
Além do entretenimento, Patrick usa parte da renda para manter uma casa cultural na periferia de Campo Grande, na região do Colúmbia, onde promove ações sociais com crianças, cortes de cabelo gratuitos e atividades artísticas. “O tesouro do Jack Sparrow é cultura e conhecimento. Onde ele vai, busca isso”, resume.
Apesar das viagens constantes, Campo Grande ocupa espaço importante para o artista, principalmente por conta do projeto social que mantém na cidade. A volta recente também teve motivo pessoal, a despedida da avó, que faleceu há poucos meses.
“Por enquanto estou por aqui, trabalhando, e com objetivo de transformar o personagem em uma ferramenta de conexão cultural por onde eu passo”, finaliza.
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